Paula Godinho é antropóloga, professora no Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona disciplinas ligadas à antropologia sobre Portugal e a Europa, à antropologia política, aos usos da cultura e aos movimentos sociais e fronteiras. É mestre em Cultura e Literatura Portuguesa do séc. XX (1991), doutora em Antropologia (1998), área em que fez também a sua agregação na FCSH/UNL (2006). Realizou trabalho de campo no norte de Portugal, na fronteira galega e no Ribatejo ao longo de vários anos, repartindo os seus interesses de investigação por temas como a resistência e os movimentos sociais, a mudança social rural e a mercantilização da cultura popular, as comemorações e os rituais, a construção de identidades nacionais e as culturas de orla. É orientadora de várias teses de mestrado e doutoramento (três das quais em parceria com antropólogos da École des Hautes études em Sciences Sociales, em Paris, da Universidad Pablo Olavide, de Sevilha e da Universidade de Barcelona), coordena dois pós-doutoramentos com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (um dos quais em co-orientação na Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil) e nove Bolseiros de Iniciação à Investigação (BII-FCT). Foi professora convidada na Universidade de Santiago de Compostela (2003 e de novo em 2009), Nantes (2004), Vigo (2006) e Complutense de Madrid (2009), tendo feito conferências e orientado cursos em várias universidades europeias. Coordena a linha de investigação “Práticas da Cultura” do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional e foi fundadora e membro da direcção do CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia, – tendo pertencido à Direcção da Associação Portuguesa de Antropologia (1991-93). Foi fundadora do Centro de Estudos de Etnologia Portuguesa e da revista Arquivos da Memória. Em Setembro de 2008 recebeu o prémio galego Xesús Taboada Chivite, com uma obra em vias de publicação em língua galega: ‘Ouvir o galo cantar duas vezes’ – Identificações locais, culturas de fronteira e construção das nações entre o norte de Portugal e a Galiza. Publicou vários livros, seja como autora – Memórias da Resistência Rural no Sul (Couço, 1958-1962), Oeiras, Celta, 2001; O leito e as margens – Estratégias familiares de renovação e situações liminares no Alto Trás-os-Montes raiano, Lisboa, Colibri – seja como organizadora, destacando-se uma obra colectiva, O Cambedo da Raia. 1946. Solidariedade galego-portuguesa silenciada, Ourense, Associación Amigos da Republica, 2004. Foi editora e consultora de várias revistas e outras publicações. Presentemente está envolvida em quatro projectos ibéricos, um acerca da fronteira entre Portugal e Espanha, outro sobre a esquerda radical, um terceiro sobre processos de patrimonialização e um quarto acerca da memória das ditaduras ibéricas. Prepara igualmente uma obra sobre a cultura popular, com uma etnografia comparativa entre festividades do ciclo de Inverno e paradas urbanas.

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