Tem 55 anos. É natural de Lisboa. Na sua juventude participou em actividades estudantis, de luta contra o regime e a guerra colonial.

Foi fundador do MES, do qual foi militante até à extinção deste, assumindo diversas responsabilidades em diversas áreas. Não migrou para o PS. Ficou onde sempre esteve.

Aderiu, desde o início, ao BE, tendo sido candidato às legislativas por este partido pelo círculo de Portalegre, estando presentemente essa ligação desactivada, porque uma coisa é o discurso do BE, outra, bem diferente, são as práticas da sua implantação territorial.

O 25 de Abril “apanhou-o” no curso de História da Faculdade de Letras, que abandonou para se dedicar em exclusivo ao trabalho político-partidário. A ressaca do PREC “apanhou-o” desprevenido. Foi, não por esta ordem, operário fabril, da construção civil, cobrador de quotas – porta-a-porta – de uma associação sindical, angariador de sócios – porta-a-porta – de um clube/empresa de leitura, revisor de provas tipográficas, administrativo de uma editora, e de uma empresa de engenharia, vendedor – porta-a-porta – de máquinas de escrever e calculadoras, motorista de uma empresa de construção civil, funcionário de uma cooperativa de produção e de uma cooperativa cultural. Pelo meio, contactou por dentro sectores sociais e vivências ditos marginais.

Em 1985, faltando-lhe o ar para respirar, abandonou Lisboa, onde nunca se sentiu confortável, e fixou-se em Marvão, onde reside. É técnico de bibliotecas.