Nascido em Évora, no finado século passado, ano de 1953.

Com a escolaridade oficial suficiente para constar, hoje, das estatísticas dos alfabetizados da UE. Ganhou, então sim, o direito ao argumento em baiucas conspirativas, cafés, tabernas e outros lugares de má vida, incluindo aqueles em que, em tempos idos, os homens tratavam as mulheres por tu.

Leu um hectare de livros, não descurando a Crónica Feminina e os Almanaques de Santa Zita. Viu umas léguas largas de filmes, principalmente, nos saudosos Salão Central Eborense e Quarteto. Escutou pilhas de vinil tendo uma verdadeira afeição pelos malditos.

Juízos tais que o levaram a ser do reviralho no antes de Abril. Não foi à guerra colonial.

Considera-se um cavalheiro capaz de estabelecer relações cordiais com o rei da Suazilândia ou com o senhor gajo mais desregrado e vicioso do universo.

Sempre trabalhou em desenvolvimento rural porque é na terra que está a matriz do homem produtor. Andou por muito mundo, daí sentir-se Afro-alentejano. Assume completamente o seu PREC de fio a pavio. Só o habita a amofinação de não ter convivido com o Corto Maltese, a não ser na BD.