Um texto de Jorge Martins (*)

 
O Posto de Comando não é tão reconhecido fora (e dentro?) concelho de Odivelas como seria desejável, atendendo ao papel decisivo desempenhado no 25 de Abril. Há que fazer alguma coisa para inverter essa situação.

Não se pode imputar ao município odivelense – e à própria Junta de Freguesia da Pontinha – a responsabilidade exclusiva por esse défice de projecção externa. Não obstante, a inércia nada resolverá. Há uma obrigação inalienável dos poderes locais para superar o problema, pois dificilmente essa iniciativa virá de fora.

Reconheça-se algum esforço para criar roteiros culturais que incluem a visita ao Posto de Comando. Mas não foram eficazes para proporcionar uma maior procura, por exemplo, das escolas dos concelhos limítrofes. O crescimento em espiral parece ser a melhor estratégia, até porque estamos paredes-meias com a capital.

Na realidade, os municípios estão habitualmente muito fechados sobre si próprios, quando a solução para muitos problemas passa forçosamente por um planeamento estratégico integrado. Isto é verdade para os transportes e as comunicações, para o abastecimento e os serviços, para a saúde e a educação e para a cultura e o turismo. Parcerias culturais e patrimoniais precisam-se!

Se olharmos à nossa volta, verificamos que estamos circundados por municípios mais antigos e experientes, com uma dinâmica cultural compreensivelmente mais consolidada. Não podemos isolar-nos de Loures (da desanexação do qual nasceu o de Odivelas), de Lisboa, da Amadora e de Sintra, nossos vizinhos. Muito ganharíamos (e eles também) se estabelecêssemos protocolos culturais com esses municípios e o Posto de Comando teria uma boa oportunidade de afirmar externamente. Alguém te de tomar a iniciativa. Por que não Odivelas?

 

(*) Biografia de Jorge Martins