Um texto de Jorge Martins (*)

Um dos problemas com que sempre se debateu o projecto do Núcleo Museológico do Posto de Comando do MFA foi o da inexistência de uma pequena equipa da Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Odivelas que se dedicasse exclusivamente à programação e coordenação das actividades daquele espaço privilegiado do património histórico do concelho (e do país). Bastava destacar dois dos técnicos da Divisão de Cultura da CMO, que têm estado há muito ligados ao projecto, para que tudo fosse diferente. Destinar-lhes o trabalho de acompanhamento das visitas ao Posto de Comando, designadamente das escolas, não chega.

Obviamente, a tutela militar do espaço não facilita a movimentação desses técnicos, mas toda a gente sabe que o Regimento de Engenharia 1 tem tido comandantes muito dialogantes com a autarquia e que, sempre que a CMO precisa, as portas estão abertas. Falta à câmara apostar no Posto de Comando como elemento de superior importância estratégica cultural do concelho.

Nada impede a CMO de dar esse passo. A forma organizativa da intervenção autárquica no Posto de Comando só depende da própria câmara. Para o RE-1, tanto faz que haja dois técnicos que lá vão quando há visitas de estudo, como que haja dois técnicos que têm responsabilidades maiores na programação de actividades regulares, na articulação com as escolas, na produção de materiais didácticos, enfim, na dinamização do Núcleo Museológico do Posto de Comando do MFA.

Será que a nova vereação vai olhar com outros olhos para o Posto de Comando e tem a coragem de assumir uma responsabilidade maior, ou vai deixar tudo como nos últimos oito anos? Espero, sinceramente, que pense no Posto de Comando como uma prioridade cultural do concelho de Odivelas.

(*) Biografia de Jorge Martins

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