A propósito do 130º aniversário do seu nascimento, defensores dos direitos humanos na Rússia exijam que os crimes de Estaline sejam valorizados. A ler, um artigo em Público.es.
Segunda-feira, 21.Dez.2009
Segunda-feira, 21.Dez.2009
A propósito do 130º aniversário do seu nascimento, defensores dos direitos humanos na Rússia exijam que os crimes de Estaline sejam valorizados. A ler, um artigo em Público.es.
Domingo, 27.Dez.2009 at 09:12:17
O conhecimento dos crimes de Stalin, e da sua equipa, é fundamental por um lado para conhecer aspectos fundamentais dos horrores do século XX, e por outro os ‘desvios’, ‘erros’ ou crimes que contribuíram para inviabilizar a utopia da instauração duma sociadade socialista, democrática, de rosto humano, que realizasse as potencialidades humanas.
É tão importante esse conhecimento, tão inconveniente para certos representantes da sociedade velha, que certos PCs, inclusive o PCP, falam pudicamente em erros, desvios na instauração do socialismo e não em crimes e práticas anti-socialistas, numa acepção de socialismo não social-democrata, de esquerda portanto. Lavam a memória do estalinismo com o detergente do silêncio e da conivência ideológica: não denunciar os crimes do tirano equivale para tais ‘militantes’ a ‘não dar armas aos inimigos de classe’…. Cobrem por conseguinte os crimes do regime leninista-estalinista, nunca os puzeram honestamente em causa.
A simples leitura do relatório de Nikita Krutchev ao XX congresso do PCUS, cito de memória, é importante mas não basta, é pouco convincente; por outro lado alguns autores tratam ideológicamente o relato da tragédia, segundo os cânones do anti-comunismo militante,maqis ou menos primário, turvando uma parte da realidade.
Seria bom dispormos de um ‘site’ ou um ‘blog’ português onde se tratasse honestamente, com independência política, destes assuntos, para tentar evitar e/ou corrigir muitos comportamentos de certa praxis em terras lusitanas. Que vigoraram durante o PREC e vigoram actualmente. Falo dos comportamentos neo-estalinistas serôdios.
A. Cerqueira