
(Clicar na imagem para ler)
Um texto de Jorge Martins (*)
Tal como eu previa em 4 de Março deste ano, num alerta publicado nos «Caminhos da Memória», a placa de homenagem às últimas vítimas da PIDE foi discretamente retirada no decurso das obras do condomínio de luxo do Paço do Duque. A ideia era fazer que caísse no esquecimento. E caiu. Já lá vão alguns meses e o “esquecimento” pegou.
Corrijo, cairia no esquecimento se alguém com memória, que por lá passasse, não se indignasse com a surpresa do desaparecimento do derradeiro sinal da existência daquela tenebrosa polícia política. Com efeito, em visita ao local para recordar a sua intervenção de ocupação da sede da PIDE/DGS no dia 25 de Abril de 1974, os comandantes Carlos de Almada Contreiras e Luís da Costa Correia, acompanhados pela professora Luísa Tiago de Oliveira, historiadora do ISCTE, nem queriam acreditar no que (não) viam: a placa desaparecera sem deixar rasto. A professora, fundadora do NAM, contactou com a direcção desta Associação, que reuniu e desencadeou algumas acções no sentido de saber o que se está a passar.
Não podemos ficar calados e quietos! Há que exigir, a quem de direito, que a placa regresse ao seu lugar. E, quanto a este, há que verificar se foi sempre o mesmo que se vê na foto acima. Em todo o caso, não há dúvidas quanto ao local onde estava quando as obras do Paço do Duque se iniciaram. E, como se pode constatar, não foi recolocada.
Para além das diligências junto de entidades inquestionavelmente interessadas na preservação da memória da PIDE, a acção cívica é indispensável para as pressionar. Que a “vida nova” prometida pela publicidade do Paço do Duque não faça esquecer a “vida velha” daquele edifício. Não há que temer a assunção das nossas memórias colectivas. Mesmo (ou sobretudo) as nossas piores memórias. Quem estiver disposto a habitar um daqueles apartamentos onde ecoam os gritos dos antifascistas torturados durante décadas, não se importará com uma mera placa evocativa das últimas vítimas dos seus carrascos, colocada à entrada do condomínio.
Não vamos baixar os braços e deixar passar mais este atropelo à dignidade de quem nos proporcionou a capacidade de nos indignarmos em liberdade. Vamos ganhar esta batalha contra o esquecimento. Em nome do futuro, não apaguem a memória!
(*) Biografia de Jorge Martins
Sexta-feira, 11.Dez.2009 at 04:12:47
Muito bem Jorge. E obrigado aos comdts Almada Contreiras e Costa Correia e Prof.Luísa Tiago de Oliveira. De momento, como sabes, aguardamos a resposta do dono do empreendimento “Paço do Duque” (mais apropriado seria chamar-lhe Paço da PIDE) à interpelação do NAM, pois não deixaremos que se “apague” a memória recente da luta pela liberdade com memórias antigas de duques e princesas.
Sexta-feira, 11.Dez.2009 at 09:12:45
VERGONHOSO!
talvez quem vá habitar as tais casinhas, seja dos que pensam que a PIDE é uma invenção dos “comunistas” (porque antes de Abril ser democrata também era sinónimo de comunista…)
e claro que não vamos deixar apagar a memória!
nem que se coloque por lá uma placa provisória, de pano ou madeira…
Sexta-feira, 11.Dez.2009 at 10:12:18
A quem quiser saber um pouco mais sobre o que é o «Paço do Duque», aconselho que leia isto:
https://caminhosdamemoria.wordpress.com/2009/03/19/o-%C2%ABpaco-do-duque%C2%BB/
Sexta-feira, 11.Dez.2009 at 12:12:08
É mais um trabalho silencioso daqueles que querem apagar para o futuro o que foi um passado doloroso na História de Portugal. O nosso protesto tem de ser o mais veemente e, se necessário, tomar outras formas. Julgo, aliás, que quando a Câmara de Lisboa licenciou o empreendimento podia e deveria ter colocado uma alínea no alvará que obrigasse à colocação duma placa (a placa) alusiva ao passado do local. Era o mínimo exigível.
Sexta-feira, 11.Dez.2009 at 12:12:58
Proponho que se inclua a Câmara Municipal de Lisboa como entidade interessada na recolocação da placa anteriormente retirada e que, se a coberto de um qualquer pretexto legalista os proprietários se recusem colocá-la de novo, que a CML, assinalando o 25 de Abril e a fatídica data de 26 de Abril, façam uma cerimónia oficial no local, colocando uma nova lápide que dê testemunho, quer do passado do edifício, quer dos assassinatos de 26 de Abril.
Sexta-feira, 11.Dez.2009 at 11:12:34
Se isto não ficar resolvido antes, será uma boa iniciativa das comemorações do próximos dia 25 de Abril: repor a placa.
Sábado, 12.Dez.2009 at 01:12:53
Ainda bem que apareceu este post.
Há que agir. Mesmo.
Quem seria o grupo de cidadãos que promoveu a homenagem? O que sentiria? O que pensam aqueles que passam, apressados, e que, sabendo e reparando, pensam que o desaparecimento da placa é provisório?
E o que ficam sem saber todos aqueles que não sabem?
Não apaguem a memória!
Pelos mortos,pelos vivos, por nós todos que somos gente!
L
Sábado, 12.Dez.2009 at 06:12:00
Julgo que a placa só com a memória das últimas vítimas da PIDE é insuficiente. Sou a favor da colocação no local de uma placa explicando que, naquele local, existia uma sede da PIDE, o q era a PIDE, o que fez e como ainda esteve “activa” no próprio dia 25 de Abril, por muito que custe aos condóminos desse prédio.
Domingo, 13.Dez.2009 at 01:12:05
Faço minhas as tuas palavras. Julgo que não é preciso dizer muito mais.
Domingo, 13.Dez.2009 at 02:12:54
Há que fazer 2 coisas pelo menos:
– repor a placa que “um grupo de cidadãos” colocou em “homenagem” aos mortos:
– fazer um memorial com a necessária informação sobre a PIDE/DGS e os seus crimes.
Luísa Tiago de Oliveira
Sábado, 12.Dez.2009 at 09:12:25
Um povo que perde a memória do passado merece qualquer futuro que lhe caia em cima…
Domingo, 13.Dez.2009 at 12:12:12
Tirar a placa é vergonhoso! Claro que deve ter um memorial e bem visível.
Domingo, 13.Dez.2009 at 08:12:33
Terão sido os mesmo que arrancaram a placa da Ponte Salazar e que depois lhe mudaram o nome?
Domingo, 13.Dez.2009 at 08:12:52
Um dos principais Grupos de Trabalho do inicial Movimento de Cidadãos Não Apaguem a Memória, ainda como movimento cívico e antes da sua discutível institucionalização como “Associação”, tinha como missão fundamental a instalação de um Memorial no novo edifício construído no local das antigas instalações da PIDE da António Maria Cardoso para que a memória da repressão ali perpretada não ficasse esquecida pelas gerações vindouras. O que aconteceu entretanto à dinâmica desse propósito inicial, para que a Associação entretando institucionalizada não só nada tenha avançado nesse campo, como até comece a deixar apagar os poucos sinais da “memória” que lhe competia preservar conforme a a sua própria designação imporia?
Segunda-feira, 14.Dez.2009 at 01:12:13
Caro Jorge Vasconcelos obrigado pela oportunidade de dar resposta às suas justas interrogações. Na sequência da transformação da natureza jurídica do Movimento em “Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória” a direcção eleita procurou, sem êxito, que as pessoas mais destacadas desse grupo de trabalho como o Almirante Martins Guerreiro e o Eng. Fernando Vicente dessem continuidade a essa e outras iniciativas em que se destacaram. Também procurei eu próprio, junto do vereador Ruben de Carvalho, na qualidade de vereador indicado para tal efeito, pelo Presidente da CM, que nos passasse os contactos que tinha com o promotor imobiliário do Paço do Duque e com o proprietário do muro em frente do S.Luís,ou a eles desse continuidade. Ruben disse que sim, “obviamente”, e não fez nada, como calculava. No entanto o objectivo de um memorial junto da antiga sede da PIDE/DGS na Rua António Maria Cardoso continuou a ser um objectivo central da Associação. Demos continuidade ao importante trabalho que vinha de trás relacionado com a petição à AR e conseguimos em Junho de 2008 a aprovação por unanimidade dos deputados a aprovação da Resolução Parlamentar nº24/2008 que recomenda ao Governo nomeadamente:
7) Edificação, em articulação com o município de Lisboa,de um memorial em Lisboa que, como monumento
público e de modo permanente, exprima a homenagem e o
reconhecimento nacionais ao combate cívico e à resistência
em prol da liberdade e da democracia;
Não é referida a Rua António Maria Cardoso mas foi o mais que se conseguiu em difíceis negociações com os diferentes grupos parlamentares que incluiu termos de retirar do texto da Resolução o nome do seu promotor o Movimento Não Apaguen a Memória”.
Em várias reuniões com a CML e o Ministério da Justiça conseguimos assinar em 25 de Abril de 2008 um Protocolo com a CML onde consta:
– A Associação – Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! (NAM)…tem-se distinguido na exigência de salvaguarda, investigação e divulgação da memória da resistência à ditadura e da liberdade conquistada em 25 de Abril de 1974;
– Em concordância com esse empenho na salvaguarda da memória, nomeadamente através da dignificação daqueles locais cujos nomes foram sinónimos de opressão, de brutalidade e também de heróica resistência, a
Câmara Municipal de Lisboa assumiu o compromisso de colaborar na produção de um Memorial às vítimas da ex– PIDE/DGS;
…
É celebrado o presente PROTOCOLO que se rege pelas cláusulas seguintes:
CLÁUSULA PRIMEIRA
(Objecto)
O presente Protocolo tem por objecto definir os termos e as condições da colaboração relativamente… à instalação do Memorial na Rua António Maria Cardoso e à criação de um Roteiro sobre os locais da Resistência, em Lisboa.
(Texto do protocolo aqui – http://maismemoria.org/mm/wp-content/uploads/2009/04/protocolo_cml_nam.pdf)
Claro que pode-se perguntar, muito bem mas o memorial? Onde está? Infelizmente ainda não está. Mas não desistiremos enquanto não o conseguirmos. Mas precisamos que mais associados nos ajudem e não só com apoio moral.
Segunda-feira, 14.Dez.2009 at 02:12:50
Com rigor devo esclarecer que a minha participação que mais à frente vai publicada foi escrita antes desta estar publicada, pelo que não entra em linha de conta com este seu conteúdo.
E porque aqui sou citado,também esclarecer que então informei a Direcção do NAM que não aceitava continuar a ser responsável por um grupo de trabalho,mas que sempre que fosse necessário e me fosse possivel, por dever de cidadania estava disponivel para colaborar limitadamente, em matéria tão importante como esta, e no caso concreto neste dossier “Sede da PIDE”.
Domingo, 13.Dez.2009 at 08:12:06
Sinto mais do que indignação.
Eles dizem que aquele terreno pertencia a D. Nuno Álvares Pereira, no séc. XIV…Logo um santinho (beato ou o que é) em que tenho tanta fé! Só lhe rogo uma coisa: que me mantenha viva, saudável e forte (e com esta mania das memórias do fascismo), quando o Paço começar a ser habitado, se os condóminos não tiverem à disposição uma placa ou um qualquer memorial que lhes lembre – diariamente! – a importância do lugar carregado de História que escolheram para viver, mas que outros não escolheram nem para sofrer, nem para morrer.
Segunda-feira, 14.Dez.2009 at 02:12:10
Por motivos pessoais, nos últimos anos não tenho podido acompanhar o desenvolvimento deste assunto, mas não posso deixar de dar o meu testemunho e expressar a minha preplexidade e o meu grito de horror e vergonha.
Fiz parte do Grupo de Trabalho (com os arquitectos Hestenes Ferreira e Rui Pimentel, o Henrique Cayatte e a Irene Pimentel) que em nome do NAM desenvolveu contactos e ajudou a conseguir um entendimento/protocolo inicial com o investidor imobiliário e a CML com o objectivo de instalar um espaço museológico nos baixos desta nova construção: seria um espaço com entrada pela Victor Cordon que aproveitaria um espaço comercial desta nova construção e as antigas cisternas do palácio,com uma área total de 230 m2.
Acrescento ainda:
– que no inicio, chegou a haver da parte do investidor um estudo de intervenção de “evocação/memória” para a António Maria Cardoso;
-que os estudos e as ideias apresentados pelo NAM à CML mereceram da parte dos técnicos camarários (e do IPAR ?)algumas dúvidas “oficiosas” (e nunca oficialmente assumidas),nomeadamente quanto a saidas de segurança das salas do núcleo museológico pensadas para a zona das cisternas, assunto em relação ao qual sempre nos disponibilizamos para estudar e ajudar a ultrapassar;
– que sobre o ponto de vista jurídico a CML esteve em negociação com o investidor imobiliário para a regularização da propriedade deste espaço;
– que chegou a estar prevista uma intervenção artistica no muro em frente à entrada principal da PIDE na António Maria Cardoso (a necessitar da continuação da negociação da CML/proprietário);
– que, ao longo dos anos, da parte do poder politico camarário nunca houve um empenhamento forte, interessado e decisivo para ultrapassar as dificuldades e resolver este assunto, integrando a “antiga sede da PIDE” num percurso da Memória e da Resistência da Cidade de Lisboa que ligasse o Chiado ao Aljube, passando pela Rua do Arsenal e Terreiro do Paço;
Com a denúncia que o Jorge Martins aqui faz, parace-me que a situação voltou atrás do principio, isto é, o que esteve em estudo e negociação e que foi prometido, está completamente esquecido (em troca do protocolo NAM/Ministério da Justiça sobre o Aljube?), pois até a placa de homenagem aos que no 25 de Abril cairam na António Maria Cardoso foi destruida!!!
O papel do investidor foi bem cumprido; o nosso não.
Estamoss perante a perda da Memória Histórica e também da perda da memória dos factos.
Naturalmente que enquanto alguns mantiverem a MEMÓRIA, nas pichagens (com nitrato de prata) que certamente irão aparecer nas portas deste condomínio de luxo, a António Maria Cardoso manterá o seu triste titulo: sede da PIDE, onde muitos patriotas foram torturados e assassinados, na luta pelas liberdades e por um PORTUGAL com Futuro.
Será a MEMÓRIA POSSIVEL
Segunda-feira, 14.Dez.2009 at 05:12:25
Além da indignação, que pode ser comedida, ficando nós sentados apesar de indignados, não seria de tentar mais alguma coisa? A ideia de esperar pelo 25 de Abril para repor uma placa parece-me pouco, nas actuais condições. Houve quem se sentisse com força suficiente para retirar uma placa que era um lugar de memória, recordando uma polícia política que matou até ao fim. Alguns daqueles que participaram nas iniciativas do NAM até tiveram de passar pelo tribunal por se manifestarem naquele local! Os revisionismos estão por aí há muito – os anos ’90 permitiram-lhes crescer sem serem perturbados, as conjunturas políticas fizeram jogar à defesa os que haviam sido perseguidos e os que com eles se solidarizavam. Muito cordatamente, fomos aguardando que a memória tremenda da PIDE e dos que resistiam fosse preservada por quem jamais o desejou. «É preciso avisar toda a gente». A placa de certeza que não regressa pelos pés que não tem e estará na altura de voltar à carga, na rua, na comunicação social, activando repertórios de resistência.
Segunda-feira, 14.Dez.2009 at 06:12:51
Provavelmente, clamarei no deserto. Mesmo assim, não posso deixar de fazer aqui um apelo. Muito haverá a debater em torno da criação e evolução do NAM – e penso que esse debate devia mesmo ser feito em tempo e lugar adequados -, mas o que aqui está em debate neste momento é o desaparecimento da placa e o que fazer para a forçar a regressar ao seu lugar. Por acréscimo, o tão almejado memorial às vítimas da PIDE e a questão do Museu da PIDE.
Não adianta muito (bem pelo contrário), nesta questão da placa, gastar tiros de pólvora seca entre defensores de estratégias (eventualmente) diferentes. Se se levar a discussão deste assunto para o enaltecimento (e não a discussão)das diferenças, não haverá placa, nem memorial. O que nos une é indispensável para alcançar os objectivos de todos os antifascistas. Sem exclusões.
Aqueles que querem a placa no seu lugar (e tudo o mais) são todos os que aqui se manifestaram. Em consequência, estão todos do mesmo lado. Debatam-se, pois, as estratégias sem reservas.
Todos são poucos para levar a bom termo o combate pela memória. Neste combate todos devem ter lugar: o Jorge Vasconcelos, o Raimundo Narciso, o Fernando Vicente, a Paula Godinho, a Luísa Tiago de Oliveira… Arrisco mesmo afirmar que sem todos eles (e muitos outros que não se manifestaram aqui) nunca haverá memorial digno desse nome junto à ex-sede da PIDE.
Comecemos por saber unir-nos para conseguir a recolocação da placa, o memorial e o que mais for possível. Já aqui foram lançadas ideias muito interessantes nesse sentido. Como a direcção do NAM enviou pedidos de esclarecimento à Câmara Municipal de Lisboa e à imobiliária e ainda não obteve respostas, esperemos alguns dias para ver se aparecem explicações satisfatórias e garantias da recolocação efectiva da placa.
Pessoalmente, entre os passos seguintes a dar, se a situação se arrastar, estou a pensar propor o lançamento de uma petição on-line e a realização de uma reunião alargada de activistas (do NAM ou não) para debater amplamente as estratégias e medidas a adoptar.
Segunda-feira, 14.Dez.2009 at 10:12:39
Apoio tudo o que aqui foi dito por Jorge Martins, sobretudo no último parágrafo, pedindo ovação e acção. Declaro-me em estado de prontidão.
Terça-feira, 15.Dez.2009 at 12:12:11
Tens toda a razão, Jorge!
Entretanto, penso que as diligências junto da promotora imobiliária e da CML devem ser continuadas e aprofundadas (e manter, persistentemente, esse trabalho algo cinzento é o mais difícil);por outro, todos devemos estar informados e prontos para agir.
Em defesa do que digo, invoco apenas José Afonso:
“E, se há um camarada à tua espera, não faltes ao encontro, sê constante”
Terça-feira, 15.Dez.2009 at 07:12:13
Sou leitor habitual deste blog e também acompanho a vida do movimento “Não apaguem… “ pelos jornais desde que existe. Li toda a discussão sobre o forte de Peniche e agora isto sobre a sede da PIDE e acho que este Movimento não leva nada até ao fim. Anda com esta história da sede e da placa há anos e só os vejo a engonhar. E como está o caso de Peniche? Estão a fazer alguma coisa ou à espera de ver os andaimes do hotel? Assim não vão a lado nenhum e a memória está mesmo ser apagada.
Quarta-feira, 16.Dez.2009 at 09:12:34
aqui está para a esquerda que governa Lisboa mostrar a sua côr.Obriguem os promotores a recolocar a placa que retiraram. e proponho que se acrescente uma outra que lembre que aquelas paredes cheiram a sangue e lá dentro ainda se ouvem os gritos dos nossos heróis que nunca serão esquecidos aqui em Setubal e em todo o Portugal.
Quarta-feira, 16.Dez.2009 at 09:12:24
uma boa iniciativa das comemorações do próximos dia 25 de Abril: repor a placa
Quinta-feira, 17.Dez.2009 at 01:12:37
Pelo que leio este Movimento é importante, mas está em mãos muito «palacianas»!
Sexta-feira, 18.Dez.2009 at 11:12:24
Informação actualizada: Nota da Direcção do NAM
https://caminhosdamemoria.wordpress.com/2009/12/18/placa-na-ex-sede-da-pide-nota-da-direccao-do-nam/
Sábado, 26.Dez.2009 at 10:12:15
Notícias de hoje:
https://caminhosdamemoria.wordpress.com/2009/12/26/a-placa-ja-esta-na-sede-da-pide-%E2%80%93-mas-mal-se-ve/