Posted by Caminhos da Memória under Notícias Comentários Desativados em Ano novo, a vida continua
Retomamos amanhã, 1 de Setembro, o funcionamento habitual deste blogue, depois de um relativo abrandamento durante o mês de Agosto.
O núcleo redactorial terá agora a seguinte constituição: Artur Pinto, Diana Andringa, Helena Pato, Joana Lopes, João Tunes, Maria Manuela Cruzeiro, Miguel Cardina, Raimundo Narciso e Rui Bebiano.
Posted by Diana Andringa under História, Testemunhos Comentários Desativados em Timor: o referendo foi há dez anos
Há dez anos, saíamos às ruas a manifestar-nos por Timor-Leste. Há dez anos, o povo timorense afirmava nas urnas o seu desejo de ser livre e ver partir o ocupante indonésio. David vencia Golias: pagava-o em mortos e sangue, mas garantia a sua independência.
Não, não estive em Timor…
Não, não estive em Timor-Leste na altura do referendo, há exactamente dez anos.
Tudo o que sei é por ouvir dizer, pelas histórias que me contaram depois aqueles que as viveram.
As da violência sofrida, naturalmente. Mas também as outras.
A de Moisés dos Santos, por exemplo, que me serviu de motorista intérprete na primeira vez que visitei Timor, no ano da segunda proclamação de independência.
Como tantos outros nos anos da ocupação indonésia – os timorenses dizem muitas vezes «javanesa», deixando-nos na dúvida sobre se estão a ir, de repente, muito mais longe nas suas memórias e a dizer «japonesa» – Moisés trabalhava simultaneamente para o ocupante e para a Resistência. Chefe de suko, ao aproximar-se o referendo os indonésios exigiram-lhe a assinatura de um documento garantindo a adesão de toda a população às milícias Besa Mehra Puti, pró-indonésias. Obrigado a escolher a traição ou a morte, contactara Xanana, então preso em Cipinang. E Xanana respondera, sem hesitar: «Assina! Que seja feito segundo a vontade deles!»
Era a mesma linha que recomendara que se hasteassem bandeiras indonésias nas aldeias, para que Djakarta, pensando que ganhava o referendo, o aceitasse.
A mesma que – e quão terrível terá sido pensar, dar, obedecer a essa palavra de ordem! – ordenou aos resistentes que não respondessem à violência das milícias pró-indonésias, para que a opinião pública internacional pudesse não ter dúvidas sobre quem violava os direitos humanos em Timor.
«Quando o vento é forte, a erva ondula para não quebrar». A sabedoria camponesa, feita preceito maoista, é por vezes dificil de aceitar, mas foi ela que garantiu a sobrevivência e a vitória da Resistência timorense, no pequeno território da meia-ilha, sem comunicação fácil com o exterior.
Mário Caeiro Alves explicara-mo com recurso a um provérbio timorense: «Em terra de cavalos, temos de agir como os cavalos, se não levamos coices?». Fora assim que lograra obter balas que faltavam aos combatentes no mato: oferecendo veados aos indonésios que, reconhecidos, lhe davam munições para que pudesse caçar mais.
Quarenta e seis anos depois, na semana em que, com a morte de Edward Kennedy se encerra mais uma fase da história dos Estados Unidos, uma parte do «sonho» de Luther King está ainda por realizar, mas a América e o mundo estão certamente bem diferentes.
(Pete Seeger, If you miss me at the back of the bus)
Pode parecer estranho que, num mês quente de férias, se escreva sobre os campos de extermínio nazis na Polónia e o Holocausto, legado trágico e ignominioso da civilização europeia. Uns dirão: de novo!? Penso que nunca é demais voltar a falar do tema, sobre o qual aprendi muito na Polónia, onde tive o privilégio de passar a primeira semana deste mês de Agosto, integrada numa viagem de estudo, organizada pela Associação Memória e Ensino do Holocausto. A Polónia está repleta de História e de Memória, como aliás todos os países da Europa; mas talvez se possa dizer que será aquele onde o passado recente foi mais dramático.
Foi o país onde se iniciou, há 70 anos, a II Guerra Mundial, com a ocupação pelas tropas alemãs de Hitler, em 1 de Setembro de 1939. Foi também na Polónia que se desenrolou a «operação Reinhard», nome de código do plano alemão para assassinar os judeus que residiam na parte da Polónia ocupada mas não directamente anexada pela Alemanha. No âmbito dessa «operação», os nazis mataram, entre Março de 1942 e Novembro de 1943, mais de 1 milhão e meio de judeus, nos quatro campos de extermínio de Chelmno, Belzec, Sobibor e Treblinka II. Só neste último, um imenso cemitério escondido no meio de belíssimas árvores, depois de os nazis reflorestarem a zona para esconder o crime, estes e os seus cúmplices assassinaram mais de 800.000 judeus, entre Junho de 1942 e Agosto de 1943.
A estes quatro centros de extermínio, juntaram-se ainda na Polónia o de Majdanek, junto a Lublin, bem como Auschwitz I e Auschwitz II (Birkenau), perto de Cracóvia, que foram em simultâneo campos de concentração e de extermínio. Em Birkenau, foram assassinados, até Novembro de 1944, pelo Ziklon B, em quatro câmaras de gás, quase um milhão e meio de judeus dos países ocupados pela Alemanha. Estes representaram 90% das vítimas de Auschwitz, incluindo-se, entre as restantes, cerca de 75.000 polacos não-judeus, 20.000 ciganos Sinti e Roma, bem como 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, além de diversos grupos de outras categorias, entre as quais homossexuais.
Nos campos de extermínio da Polónia, foram assassinados cerca de 2.9 milhões de judeus e quase toda a população judaica desse país; ou seja, cerca de metade do número do total judeus mortos no Holocausto. Estes números representam pessoas, mulheres e homens, crianças, jovens e velhos, cada um com uma história breve ou longa e uma singularidade própria. Estes milhões de pessoas morreram para nada (Avraham Milgram, que orientou a nossa viagem de estudo); foram assassinados simplesmente porque tinham nascido judeus e porque os nazis resolveram eliminar o judaísmo da Europa. E o que é terrível é que em parte conseguiram, não só eliminar fisicamente uma enorme parte dos judeus da Polónia e da Europa, como ali destruíram quaisquer vestígios da cultura e religião judaica. O que se nota hoje na Polónia, relativamente à presença judaica, é precisamente a ausência. Num clima de silêncio ensurdecedor, sente-se uma grande dose de sentido de impotência. A mesma que nos invade perante os massacres e genocídios recentes.
As sinagogas que restam, em Varsóvia, Cracóvia, no “shtetl” de Kazimierz Dolni ou em Lancut – não foram destruídas porque os nazis fizeram uso delas, como estábulos ou armazéns –, são agora museus e raramente locais de culto. Dos bairros judeus e dos guetos de Varsóvia, Cracóvia e Lublin, arrasados pelos nazis, apenas restam ruínas que, comparadas com fotografias anteriores a 1939, fazem agora parte de um roteiro contra o esquecimento. Com a excepção do cemitério judeu de Varsóvia, onde se vê na pedra a pujança passada da cultura judaica, apenas permanecem lápides destruídas nos raros cemitérios judeus espalhados pela Polónia. Mas há por todo o lado na Polónia outros enormes cemitérios, onde outrora houve campos de extermínio e valas comuns, onde apetece estar permanentemente em recolhimento. É assim que se fica junto às ruínas das câmaras de gás de Birkenau, ou junto da vala comum de Zbilitkowska Gora, onde jazem, sob as urtigas, crianças assassinadas pelos nazis.
É certo que, em Auschwitz I, se torna dificil a concentração, devido ao facto de esse campo ser hoje um museu repleto de gente. No entanto, ali e em Birkenau, tudo se ajusta com os documentos de arquivo, com os testemunhos dos sobrevivente e com o próprio lugar, ele mesmo uma arma contra o negacionismo, a par da História. Os instrumentos analíticos da História têm provado largamente a sua eficácia no tratamento do Holocausto, que continua felizmente a ser um dos temas mais estudados pelos historiadores, movidos pela procura da verdade.
Ora, porque essa catástrofe é uma história humana, há que continuar a investigar o papel dos carrascos e dos seus cúmplices, outrora vistos como seres monstruosos, que afinal eram «homens vulgares» (Christopher Browning). Por isso, o sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel observou que «o que é verdadeiramente demoníaco é o facto de (os criminosos nazis) não terem sido demoníacos». Mas se a ideologia anti-semita foi uma condição necessária para o Holocausto, não foi porém suficiente. Os nazis tiveram primeiro de juntar a essa pulsão anti-semita o interesse material de milhões de alemães e outros – os «beneficiários de Hitler» (Götz Aly) que lucraram com a “arianização” da propriedade judaica. Como observou Ian Kershaw, o caminho para o Holocausto foi construído pelos criminosos nazis, mas foi pavimentado pela indiferença.
Em muitíssimo menor número, houve também os poucos que resistiram ou salvaram judeus, num mundo onde o mal excepcional se tornou não excepcional, num tempo em que o impensável acontecia diariamente e havia uma total inversão dos valores morais. Quanto às vítimas, há que retirá-las do esquecimento para onde o nazismo as quis atirar e dar-lhe nomes e atribuir-lhes caras. Não só às que foram assassinadas e “viveram” Aschwitz em todo o seu horror; ou seja, os mortos que não podem relatar aqueles 300 metros finais entre a «selecção» e as câmaras de gás, mas também os sobreviventes.
Foram eles que viveram a experiência da «zona cinzenta», descrita por Primo Levi, ao caracterizar a forma como os nazis criaram a total ambiguidade moral entre as suas vítimas. Em Auschwitz, não houve heróis, nem as pessoas se comportaram como santos ou filósofos. Os carrascos tudo fizeram para os levar à condição de pura sobrevivência e reduzir a zero a possibilidade de escolha (especialmente moral). Ao mesmo tempo que mostrou como Auschwitz «confunde a nossa necessidade de julgar» e que as zonas cinzentas revelam que a principal questão é saber que aconteceu à ética durante o Holocausto e depois dele, Levi perguntou também o que se pode fazer para impedir futuros «abandonos da civilização» como a que aconteceu na Europa.
Em Treblinka, está escrito em várias línguas a expressão «Nunca mais». Mas será que a História é um antídoto contra o Holocausto? Tenho quase a certeza que não, até porque não é tarefa do historiador retirar lições da História, mesmo se ele acredita que compreendê-la reforça a nossa humanidade. Um dos problemas levantados pelo Holocausto é precisamente o facto de as suas supostas lições terem um impacto prático tão pequeno. A lição que se tira, anos depois do Holocausto, mas após voltarem a acontecer genocídios, é que em muitas situações nada será feito para travá-los e para ajudar as suas vítimas potenciais. Mas também se tira a conclusão de que, apesar de ter sido um acontecimento único, o Holocausto tornou-se o paradigma do crime contra a humanidade, a partir do qual foi criada legislação contra futuros genocídios.
(Publicado no Público, de 26 de Agosto de 2009)
Imagem: Auschwitz-Birkenau (cedida por ana vidigal)
O historiador israelita Avraham Milgram mostra uma foto da ponte de madeira, junto ao prédio – último vestígio da época -, que separava o gueto grande do gueto pequeno de Varsóvia. À época, esta rua, ladeada pelos dois muros do gueto, só era atravessada a pé por não-judeus e, em carros eléctricos especiais com a estrela de David, por judeus.
Varsóvia – Cemitério Judeu cujas lápides revelam a pujança da cultura judaica até 1939
Campo de concentração e de extermínio de Majdanek, também de trânsito para outros campos de extermínio e de armazenamento dos bens roubados aos judeus deportados. Estas bonecas, roubadas a crianças judias, assassinadas, aguardavam o envio para a Alemanha.
Entrada de Auschwitz II-Birkenau e linha-férrea já no interior do campo, a caminho da «rampa» onde era feita a «selecção» entre os que iam directamente para a camara de gás e aqueles cuja força de trabalho escravo ia ser aproveitada por umas semanas.
A ver, também, este vídeo de Josef Koudelka, o autor das fotografias do extraordinário livro «Invasion Prague 68», publicado por ocasião do 40º aniversário da invasão (uma delas é a que figura no cabeçalho deste blogue).
«As ruas ficavam vazias. As casas de espectáculos sem público. Pela primeira vez, um programa de televisão marcava a agenda das conversas dos portugueses. Aconteceu durante o segundo semestre de 1969. Em plena “primavera marcelista”. Nunca antes a televisão entusiasmara assim os portugueses. Nunca mais a televisão foi capaz de se aproximar dos píncaros a que se alcandorou e onde permaneceu durante trinta e duas semanas. Zip-Zip, o programa que Raul Somado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia mantiveram “no ar” entre Maio e Dezembro deRaul Solnado, a vida não se perdeu 1969, na RTP, fez então e continua a fazer ainda hoje a unanimidade entre os críticos e entre os espectadores de televisão.»
De um artifgo de Adelino Gomes, ZIP-ZIP: Os sete meses que marcaram a televisão em Portugal , de 20/10/20032, retomado hoje pelo Público.
Posted by Diana Andringa under Notícias Comentários Desativados em Morte de um «coronel» grego
Morreu ontem Nicolas Makarezos, membro da junta militar que, em 1967, impôs à Grécia a ditadura «dos coronéis». Formou, com Georges Papadopoulos e Stylianos Pattakos, o triunvirato (na foto) que organizou o golpe de estado de 21 de Abril de 1967, quando a esquerda tinha grandes hipóteses de ganhar as eleições que então se aproximavam.
Posted by Joana Lopes under Notícias Comentários Desativados em Argentina – Canções proibidas
O COMFER (Comité Federal de Radiodifusión da Argentina) divulgou agora uma lista de 150 canções cujas letras foram consideradas «no aptas» pare serem transmitidas na rádio durante a ditadura, entre 1978 e 1983.
Não foram só tidas em conta razões políticas, mas também morais e nela figuram obras de Pink Floyd, Eric Clapton e e até Roberto Carlos. Mas também de Joan Baez, evidentemente.
Posted by Caminhos da Memória under Notícias Comentários Desativados em Férias
Durante o mês de Agosto, estaremos mais ou menos em descanso. Quem passar por aqui, encontrará de vez em quando um vídeo, uma foto ou algumas notícias – os textos regressarão em Setembro.
Excelentes férias para todos.
P.S. – Recomeçaremos no dia 1 de Setembro, com a publicação de um conjunto de documentos relacionados com o início da II Guerra Mundial, cujo 70º aniversário se comemora precisamente nesse dia.
Logo a seguir, em cinco posts, uma longa entrevista que Diana Andringa fez a Mário Pinto de Andrade poucos meses antes da sua morte.
Posted by Diana Andringa under História, Testemunhos Comentários Desativados em O velho foi à viola
Segunda-feira, 27 de Julho de 1970. Um inusitado toque de clarim interrompe a rotina matinal na prisão de Caxias.
Um toque diferente, desconhecido, num tom lamentoso que não lhe conhecíamos.
Numa cadeia, ganham-se mil ouvidos: habituamo-nos aos sons ciciados da chegada de um novo preso, ao esforço de distinguir qual a cela onde o colocam (da parte da frente, com o rio ao longe? Da de trás, tendo como única visão o muro e as pernas do guarda republicano andando nele?), à frase «Prepare-se para ir à António Maria Cardoso», que pode significar, para aquele a quem é dita, uma sessão de tortura, seja a pancada, o sono ou a estátua, o seu regresso («Quantas horas passou em interrogatórios? Quantas noites?»), à tosse que anuncia esse regresso, ao assobio longínquo de um camarada, identificando-se com uma canção comum (no nosso caso, uma coladera), até às crises de asma de alguém que necessita socorro, numa cela próxima. Então, um toque de clarim, a uma hora inabitual, desperta de imediato a atenção e a ansiedade.
Lá em baixo, na guarita, o jovem guarda republicano olha, também ele, o lado de onde o som surgiu.«Que toque é este?», perguntamos-lhe, gritando.Olha-nos e encolhe os ombros. Não como quem não quer responder à pergunta gritada por aqueles que tem o dever de guardar, mas como quem não sabe. E ouvimo-lo repetir a pergunta para a guarita seguinte: «“Que toque é este?»Do outro lado chega uma resposta, para nós inaudível. Mas o jovem ouve-a e repete-a para nós: «“É o toque dos mortos!»Para que, numa cadeia, toque o clarim por alguém que morreu, é que esse alguém é pessoa de importância. E a ansiedade e a curiosidade crescem. Gritamos, de novo, para o guarda: «E quem é que morreu?»
Tal como da primeira vez, ele repete, para a guarita seguinte, a nossa pergunta. E tal como da primeira vez, a resposta escapa-nos. Mas – tal como da primeira vez – o jovem que nos guarda logo no-la repete: «Foi o velho! O velho foi à viola!»
Não houve necessidade de perguntar mais nada. O «velho» com direito a clarim só podia ser um: Salazar. E logo nos abraçámos a rir, enquanto ouvíamos, vindos de outras celas, gritos de regozijo. Que a morte, tantas vezes desejada, do ditador, nos fosse anunciada pelo jovem que devia guardar-nos aumentava a ironia da notícia.
A cadeia explodiu em gritos, risos, murros nas paredes, comunicando de cela em cela, na velha caligrafia prisional – «Um toque é “a”, dois são “b”, três “c” e por aí adiante…» – a morte do antigo Presidente do Conselho.
Os mais lúcidos lembraram que já havia outro, Marcelo Caetano. Mas, nesse dia, a alegria prevaleceu. Mesmo quando a visita foi cancelada, mesmo quando nos cortaram os minutos de música diária, porque «o país está de luto». «De luto?», respondemos nós. «O vosso talvez esteja, o nosso país está em festa!»
E, desafinadas ou não, ergueram-se as vozes dos presos e ouviram-se pela Cadeia, nesses minutos sem música, canções de resistência.
(Publicado no nº 26 da colecção Os anos de Salazar/ O que se contava e o que se ocultava durante o Estado Novo , coordenada por António Simões do Paço.)
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