Com pedido de publicação, recebemos de Fernando Rosas o seguinte texto, que divulgamos de imediato. É também para este tipo de serviço público que este blogue existe.
 
 
Em um dos anexos do livro Tribunais Políticos – Tribunais Militares Especiais e Tribunais Plenários durante a Ditadura e o Estado Novo cuja equipa autoral (Irene Pimentel, Inácia Rezola, João Madeira e Luís Farinha) coordenei, surge, por erro lamentável, o nome do Conselheiro Adriano Vera Jardim como tendo sido juiz do extinto Tribunal Plenário de Lisboa.
O erro, que agora explicitamente se repara no blogue «Caminhos da Memória», consiste no facto do Conselheiro Adriano Vera Jardim nunca ter sido membro desse Tribunal. E o lapso é tanto mais lamentável, quanto o Conselheiro Vera Jardim, como por ocasião do seu falecimento salientou o voto de pesar unanimemente aprovado pela Assembleia da República, para além de jurista eminente e magistrado impoluto, a  quem a justiça, em Portugal, muito ficou a dever, foi também um ilustre democrata, defensor acérrimo do Estado de direito e dos Direitos Fundamentais. Já depois da sua longa e brilhante carreira de magistrado, o Conselheiro Vera Jardim desempenhou as funções de Presidente da Comissão de Eleições, sendo mesmo o primeiro Presidente daquele órgão, numa altura em que, ao darem-se os primeiros passos na organização de eleições democráticas em Portugal, a intervenção da Comissão Nacional de Eleições se revelou da maior importância, designadamente na pedagogia cívica que conduziu à correcção e serenidade com que decorreram, de uma forma geral, os actos eleitorais no País.
Por tudo isto, desejo publicamente apresentar, em meu nome e no da equipa autoral, o nosso pedido de desculpas à família do Conselheiro Vera Jardim. Acrescento que, na próxima edição da obra, este erro, bem como outras imprecisões entretanto detectadas na lista dos réus serão rectificados com as devidas explicações, uma vez que alguns deles se prendem à informação (não) constante das fontes que nem sempre é possível detectar ou mesmo rectificar.

Fernando Rosas

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