Não fosse 4 de Julho e podíamos não nos lembrar – entre os sinais da crise e as análises dela, as habituais recomendações  para ajudar a debelá-la aceitando o aumento da jornada de trabalho, os despedimentos, os congelamentos salariais, como se a crise, quando nasce, fosse igual para todos – que todos temos não apenas o direito à vida e à liberdade, mas também à procura da felicidade.

Que inspiradoras são as palavras da Declaração Unânime dos Treze Estados Unidos da América, em 4 de Julho de 1776:

«Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade.»

É bom haver uma desculpa para recordar.

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