
Boris Vian morreu com 39 anos, vítima de crise cardíaca, em 23 de Junho de 1959. Escritor, engenheiro mecânico, inventor, poeta, cantor e trompetista, teve uma vida muito acidentada e ficou sobretudo conhecido pelos livros de poemas e alguns dos seus onze romances, como L’écume des jours e L’automne à Pékin.
Célebre ficou também uma canção – Le déserteur – que foi, durante muitos anos, uma espécie de hino para todos os que recusavam a guerra – incluindo muitos portugueses. Lançada durante a guerra da Indochina, foi grande o seu impacto e acabou mesmo por ser proibida por antipatriotismo, na rádio francesa, pouco depois do início da Guerra da Argélia.
done
Por ocasião do 50º aniversário da morte de Boris Vian, Valère-Marie Marchand acaba de publicar uma biografia – Boris Vian, le sourire créateur – que pode ser lida gratuitamente na internet, ou comprada online sob a forma de PDF.
A autora deu também esta longa entrevista onde fala da vida e da obra de Boris Vian.
Terça-feira, 23.Jun.2009 at 06:06:55
Pelos idos de 68/69, na Renault, em Paris, cantavamos uma versão adaptada e menos pacifista. Lembro-me apenas da última frase.
Em vez de: ” …que je n’aurrais pas d’arme et qu’ils pourront tirer”, cantavamos: ” … que moi j’ai aussi d’arme et que je sais tirer”.
(desculpas pelo meu francês fabril.
nelson anjos
Terça-feira, 23.Jun.2009 at 10:06:37
É a memória que me está a pregar partidas ou há uma espécie de livro policial escrito por Boris Vian, cuja acção decorre no Sul dos EUA, e em que ele além de expôr as misérias do racismo e elogiar o Jazz, faz 2 personagens (salvo erro uma delas é o “herói” do livro) visitarem um prostíbulo onde são sexualmente atendidos por meninas com cerca de 10 anos?
Enfim, outros tempos… Ou algo mais?
Terça-feira, 23.Jun.2009 at 11:06:10
Há mais do que um. Escritos com um pseudónimo. E publicados em português. Não me lembro do pseudónimo, mas di-lo-ei depois de o procurar. Agora estou apressado.
Um dos livros tinha até um título giro:”Morte aos feios” e, ele próprio,o livro, era curioso, era uma delirante manifestação de fantasia.
Quinta-feira, 29.Out.2009 at 05:10:55
Vernon Sullivan
Terça-feira, 23.Jun.2009 at 06:06:20
Desculpe não ter respondido devidamente à sua pergunta. A resposta é: não sei.
Sei que Boris Vian, usou o pseudónimo de Vernon Sullivan, entre outros, e com aquele nome escreveu alguns romances que, com muito boa vontade, poderão levar o nome de policiais. Julgo que estes três têm tradução em português, com bastantes dúvidas quanto ao segundo:
1946 : J’irai cracher sur vos tombes (éditions du Scorpion et édition illustrée par Jean Boullet 1947)
1947 : Les morts ont tous la même peau
1948 : Et on tuera tous les affreux
Li o “J’irai cracher sur vos tombes”, mas não me lembro. Não tenho, contudo, qualquer eco de que corresponda ao que refere. O “Et on tuera tous les affreux”, também lido, esse recordado vagamente, não enfia, pelas suas páginas, prostitutas crianças, nem racismos.
Não sei pois responder.
Quinta-feira, 29.Out.2009 at 05:10:06
Pois são todos de Vernon Sullivan. 4 policiais, enquadrados no chamado “Livro B”:
- Morte aos Feios
- Os mortos têm todos a mesma pele
- Irei cuspir-vos na campa
- Elas não dão por ela
Quarta-feira, 24.Jun.2009 at 11:06:49
Com alguma margem de incerteza, pois já lá vão décadas, creio que o único livro escrito por Vian sob o pseudónimo de Vernon Sullivan que se enquadra no descritivo “cuja acção decorre no sul do EUA e expõe as misérias do racismo” só poderá ser «J’irai cracher sur vos tombes».
Quarta-feira, 24.Jun.2009 at 06:06:16
Li apenas “A espuma dos dias” (versão em português).
Já não recordo o tema. E a dica de Carlos Pires também não me suscita qualquer associação.
A canção lembrada pela Joana e o livro que li, levaram-me sempre a ver neste autor uma espécie de Jack Kerouac (On the Road) europeu.
nelson anjos
Quinta-feira, 29.Out.2009 at 05:10:39
Leia, pf, “O Outono em Pequim” e “O Arranca-Corações”.
Boas leituras!