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	<title>Comentários em: «Biografia de um Inspector da PIDE», de Irene Flunser Pimentel</title>
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	<description>leituras contemporâneas da história e da memória</description>
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		<title>Por: lola</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1563</link>
		<dc:creator>lola</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 19:26:34 +0000</pubDate>
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		<description>essa entrevista deu para eu faxer um trabalho obrigado</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>essa entrevista deu para eu faxer um trabalho obrigado</p>
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		<title>Por: jlconceiçãofranco</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1265</link>
		<dc:creator>jlconceiçãofranco</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 11:07:54 +0000</pubDate>
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		<description>Só a título de exemplo, há pelo menos um trabalho de muita qualidade sobre o que foi a PIDE no espaço colonial, da autoria de Dalila Cabrita Mateus: &quot;A PIDE/DGS na Guerra Colonial 1961-1974&quot;, de 2004, publicado pela Terramar. A mesma autora tem ainda duas outras obras que ajudam a explicar a intervenção violentíssima e ainda mais desumana, se tal for possível, da PIDE nas colónias: &quot;Memórias do Colonialismo e da Guerra&quot;, de 2006; e A Luta pela Independência. As Memórias do Colonialismo e da Guerra é um conjunto de testemunhos de presos e torturados, antes e depois do período colonial.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só a título de exemplo, há pelo menos um trabalho de muita qualidade sobre o que foi a PIDE no espaço colonial, da autoria de Dalila Cabrita Mateus: &#8220;A PIDE/DGS na Guerra Colonial 1961-1974&#8243;, de 2004, publicado pela Terramar. A mesma autora tem ainda duas outras obras que ajudam a explicar a intervenção violentíssima e ainda mais desumana, se tal for possível, da PIDE nas colónias: &#8220;Memórias do Colonialismo e da Guerra&#8221;, de 2006; e A Luta pela Independência. As Memórias do Colonialismo e da Guerra é um conjunto de testemunhos de presos e torturados, antes e depois do período colonial.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Tunes</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1264</link>
		<dc:creator>João Tunes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 00:23:20 +0000</pubDate>
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		<description>Peço desculpa a Irene Pimentel por responder, sem seu mandato, ao comentário de Henrique Mota que coloca a acusação aos investigadores sobre a PIDE de &quot;passarem ao lado&quot; da actuação desta polícia no espaço colonial. Mas porque a crítica me parece injusta em parte, faço-o.

Obviamente que muito há ainda a investigar sobre o papel da PIDE nas colónias, sobretudo a partir do início da guerra colonial (1961). Concordo até que tais trabalhos deviam ser prioritários por duas razões: a repressão da PIDE contra os nacionalistas africanos foi muito mais arbitrária, mais brutal e mais criminosa que a que exerceu sobre os prisioneiros metropolitanos; é menos conhecida (e arriscaria que mais &quot;camuflada&quot; dada a estreita ligação, nas colónias, havida entre a PIDE e os comandos militares). Não obstante esta carência de investigações e publicações sobre a PIDE nas colónias, não se pode desconhecer a importância de um excelente trabalho publicado por Dalila Cabrita Mateus [&quot;A PIDE/DGS na Guerra Colonial (1963-1974), Ed. Terramar] que muito clarifica sobre a actuação da PIDE em Angola, Guiné e Moçambique no período da guerra colonial.

Não se pode, em nome de prioridades de leitura e conhecimento, exigir ao historiador X ou ao investigador Y, como se a investigação histórica fosse planificada ou planificável, que, fora dos seus interesses pessoais e académicos e da sua gestão particular de tempo e interesses, que incida o seu trabalho sobre o tema Z no período W e no âmbito T. No caso dos trabalhos de Irene Pimentel sobre a PIDE, ela clarifica, com todas as letras, que o âmbito sobre que investigou foi da actuação da PIDE no espaço metropolitano. Que crítica se pode fazer a esta escolha de âmbito? Julgo que só uma (que já formulei publicamente no meu blogue): a escolha do título do seu livro que, por ter um âmbito parcelar sobre a actividade da PIDE, nunca devia chamar-se &quot;História da PIDE&quot;. E repito-a mesmo já sabendo que o título foi uma opção editorial e não sua como autora.   

Mas se há défice dos historiadores que se debruçam sobre a actividade da PIDE quanto à sua actuação no espaço colonial, o que dizer da já relativamente extensa historiografia, na maioria da autoria de militares, sobre a guerra colonial e que &quot;desconhece&quot; o papel da PIDE no apoio desta frente, tudo se resumindo a militares portugueses de um lado e guerrilheiros do outro. Quando é impossível perspectivar-se a guerra colonial sem ter em conta o papel fulcral da PIDE, o verdadeiro suporte do serviços de informações das forças coloniais e a quem era entregue o &quot;trabalho sujo&quot; dos interrogatórios, torturas, assassinatos e &quot;recuperações&quot; dos guerrilheiros que os militares aprisionavam. Este silenciar sobre a colaboração entre as Forças Armadas e a PIDE na guerra colonial (e deve haver muito material nos arquivos militares portugueses acerca deste trabalho em rede íntima) talvez resulte da má consciência, suscitada após o 25 de Abril, de se constatar que os militares de Abril (parte deles, evidentemente), os que nos deram a liberdade, a democracia e acabaram com a PIDE (o que foi o resultado de um processo ambíguo e contraditório, como sabemos), nos anos anteriores, durante a guerra colonial, planeavam as suas operações com base sobretudo em informações da PIDE e à PIDE entregavam os prisioneiros que faziam. 

Se a actuação da PIDE no espaço colonial até 1961, no início da guerra colonial, foi pontual, com pouquíssimos quadros, destinada sobretudo a controlar um ou outro nacionalista ou pequeno grupo de nacionalistas mais um ou outro oposicionista em algumas cidades africanas, portanto uma quase irrelevância histórica, o reforço e o apreciável aparelho da PIDE em África dá-se com a guerra colonial e ao seu serviço e tendo como alvos principais os guerrilheiros e os seus apoiantes. Daí que, necessariamente, a investigação sobre a actividade da PIDE neste espaço só pode contextualizar-se no quadro da guerra de contra-guerrilha e esta não se pode estudar sem se dar o papel de relevo que a PIDE nela teve. É aqui, a meu ver, que existe um lapso escandaloso, o cometido por aqueles que se têm dedicado a fazer, ou contribuir para, a história da guerra colonial e conseguem o milagre de dar a entender que ali a PIDE não existiu quando contaminou até ao tutano o aparelho de guerra militar da potência colonial.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Peço desculpa a Irene Pimentel por responder, sem seu mandato, ao comentário de Henrique Mota que coloca a acusação aos investigadores sobre a PIDE de &#8220;passarem ao lado&#8221; da actuação desta polícia no espaço colonial. Mas porque a crítica me parece injusta em parte, faço-o.</p>
<p>Obviamente que muito há ainda a investigar sobre o papel da PIDE nas colónias, sobretudo a partir do início da guerra colonial (1961). Concordo até que tais trabalhos deviam ser prioritários por duas razões: a repressão da PIDE contra os nacionalistas africanos foi muito mais arbitrária, mais brutal e mais criminosa que a que exerceu sobre os prisioneiros metropolitanos; é menos conhecida (e arriscaria que mais &#8220;camuflada&#8221; dada a estreita ligação, nas colónias, havida entre a PIDE e os comandos militares). Não obstante esta carência de investigações e publicações sobre a PIDE nas colónias, não se pode desconhecer a importância de um excelente trabalho publicado por Dalila Cabrita Mateus ["A PIDE/DGS na Guerra Colonial (1963-1974), Ed. Terramar] que muito clarifica sobre a actuação da PIDE em Angola, Guiné e Moçambique no período da guerra colonial.</p>
<p>Não se pode, em nome de prioridades de leitura e conhecimento, exigir ao historiador X ou ao investigador Y, como se a investigação histórica fosse planificada ou planificável, que, fora dos seus interesses pessoais e académicos e da sua gestão particular de tempo e interesses, que incida o seu trabalho sobre o tema Z no período W e no âmbito T. No caso dos trabalhos de Irene Pimentel sobre a PIDE, ela clarifica, com todas as letras, que o âmbito sobre que investigou foi da actuação da PIDE no espaço metropolitano. Que crítica se pode fazer a esta escolha de âmbito? Julgo que só uma (que já formulei publicamente no meu blogue): a escolha do título do seu livro que, por ter um âmbito parcelar sobre a actividade da PIDE, nunca devia chamar-se &#8220;História da PIDE&#8221;. E repito-a mesmo já sabendo que o título foi uma opção editorial e não sua como autora.   </p>
<p>Mas se há défice dos historiadores que se debruçam sobre a actividade da PIDE quanto à sua actuação no espaço colonial, o que dizer da já relativamente extensa historiografia, na maioria da autoria de militares, sobre a guerra colonial e que &#8220;desconhece&#8221; o papel da PIDE no apoio desta frente, tudo se resumindo a militares portugueses de um lado e guerrilheiros do outro. Quando é impossível perspectivar-se a guerra colonial sem ter em conta o papel fulcral da PIDE, o verdadeiro suporte do serviços de informações das forças coloniais e a quem era entregue o &#8220;trabalho sujo&#8221; dos interrogatórios, torturas, assassinatos e &#8220;recuperações&#8221; dos guerrilheiros que os militares aprisionavam. Este silenciar sobre a colaboração entre as Forças Armadas e a PIDE na guerra colonial (e deve haver muito material nos arquivos militares portugueses acerca deste trabalho em rede íntima) talvez resulte da má consciência, suscitada após o 25 de Abril, de se constatar que os militares de Abril (parte deles, evidentemente), os que nos deram a liberdade, a democracia e acabaram com a PIDE (o que foi o resultado de um processo ambíguo e contraditório, como sabemos), nos anos anteriores, durante a guerra colonial, planeavam as suas operações com base sobretudo em informações da PIDE e à PIDE entregavam os prisioneiros que faziam. </p>
<p>Se a actuação da PIDE no espaço colonial até 1961, no início da guerra colonial, foi pontual, com pouquíssimos quadros, destinada sobretudo a controlar um ou outro nacionalista ou pequeno grupo de nacionalistas mais um ou outro oposicionista em algumas cidades africanas, portanto uma quase irrelevância histórica, o reforço e o apreciável aparelho da PIDE em África dá-se com a guerra colonial e ao seu serviço e tendo como alvos principais os guerrilheiros e os seus apoiantes. Daí que, necessariamente, a investigação sobre a actividade da PIDE neste espaço só pode contextualizar-se no quadro da guerra de contra-guerrilha e esta não se pode estudar sem se dar o papel de relevo que a PIDE nela teve. É aqui, a meu ver, que existe um lapso escandaloso, o cometido por aqueles que se têm dedicado a fazer, ou contribuir para, a história da guerra colonial e conseguem o milagre de dar a entender que ali a PIDE não existiu quando contaminou até ao tutano o aparelho de guerra militar da potência colonial.</p>
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	<item>
		<title>Por: jlconceiçãofranco</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1262</link>
		<dc:creator>jlconceiçãofranco</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 19:50:24 +0000</pubDate>
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		<description>Por isso mesmo é que não se pode basear a acção da polícia política, da PVDE, da PIDE e da DGS tendo por base apenas os seus ficheiros ou os interrogatórios aos presos sem que se faça a sua desmontagem e o contraditório, palavra hoje muito em voga. Há muita história anónima envolvendo pessoas concretas que não se encontra nos respectivos ficheiros policiais. Também é preciso saber ir ao encontro do outro lado, neste caso o lado das vítimas. E aqui há muito, mas mesmo muito a fazer,a contar e a preservar a memória, até porque acabaram por ser poucos os que acabaram por ter coragem de assumir a luta contra o salazarismo, pondo em risco a vida e sacrificando bens, família e o próprio bem-estar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por isso mesmo é que não se pode basear a acção da polícia política, da PVDE, da PIDE e da DGS tendo por base apenas os seus ficheiros ou os interrogatórios aos presos sem que se faça a sua desmontagem e o contraditório, palavra hoje muito em voga. Há muita história anónima envolvendo pessoas concretas que não se encontra nos respectivos ficheiros policiais. Também é preciso saber ir ao encontro do outro lado, neste caso o lado das vítimas. E aqui há muito, mas mesmo muito a fazer,a contar e a preservar a memória, até porque acabaram por ser poucos os que acabaram por ter coragem de assumir a luta contra o salazarismo, pondo em risco a vida e sacrificando bens, família e o próprio bem-estar.</p>
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		<title>Por: Henrique Mota</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1261</link>
		<dc:creator>Henrique Mota</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 16:46:33 +0000</pubDate>
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		<description>Por incrível que pareça, a esmagadora maioria dos que desenvolvem trabalhos sobre o que foi a acção repressiva da PIDE durante o regime fascista, fazem-no &quot;passando ao lado&quot; da sinistra actividade daquela polícia nas então colónias portuguesas. Os próprios comentadores aos vários livros já escritos, esquecem-se frequentemente de referir a criminosa acção da PIDE naqueles territórios. Quem esquece o massacre da Baixa de Cassanje em Angola, que antecedeu os acontecimentos de 4 de Fevereiro e 15 de Março de 1961, e que em requintes de malvadez, excederam tudo o que se passou depois? Os presos que dos aviões era &quot;despejados&quot; no Atlântico, é outro dos aspectos da acção da polícia política. Por favor, escrevam a História sem que ao menos aqui haja discriminação. Saudações - Henrique Mota</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por incrível que pareça, a esmagadora maioria dos que desenvolvem trabalhos sobre o que foi a acção repressiva da PIDE durante o regime fascista, fazem-no &#8220;passando ao lado&#8221; da sinistra actividade daquela polícia nas então colónias portuguesas. Os próprios comentadores aos vários livros já escritos, esquecem-se frequentemente de referir a criminosa acção da PIDE naqueles territórios. Quem esquece o massacre da Baixa de Cassanje em Angola, que antecedeu os acontecimentos de 4 de Fevereiro e 15 de Março de 1961, e que em requintes de malvadez, excederam tudo o que se passou depois? Os presos que dos aviões era &#8220;despejados&#8221; no Atlântico, é outro dos aspectos da acção da polícia política. Por favor, escrevam a História sem que ao menos aqui haja discriminação. Saudações &#8211; Henrique Mota</p>
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		<title>Por: jlconceiçãofranco</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1256</link>
		<dc:creator>jlconceiçãofranco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 17:30:27 +0000</pubDate>
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		<description>É talvez de assinalar que parte importante da família Costa Dias ligada à indústria conserveira, se não estou em erro, não partilharia as ideias da familiar presa, embora tivesse contribuído para o elevado montante no pagamento da fiança aquando da sua libertação enquanto presa política e quando corria grave risco de vida, pois já só pesava trinta e poucos quilos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É talvez de assinalar que parte importante da família Costa Dias ligada à indústria conserveira, se não estou em erro, não partilharia as ideias da familiar presa, embora tivesse contribuído para o elevado montante no pagamento da fiança aquando da sua libertação enquanto presa política e quando corria grave risco de vida, pois já só pesava trinta e poucos quilos.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Tunes</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1252</link>
		<dc:creator>João Tunes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 12:51:09 +0000</pubDate>
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		<description>Não percebi nada deste último comentário além de uma forma estranha de trazer para aqui algo que parece estar relacionado com o casal Pedro Soares / Luísa Costa Dias, destacados militantes do PCP, com uma longa dedicação ao antifascismo e muito maltratados por longos anos na prisão (Pedro Soares foi um dos prisioneiros do Tarrafal). Nem compreendo que a morte deste casal, num trágico acidente de viação depois do 25 de Abril, leve a considerar Pedro Soares e Luisa Costa Dias como &quot;oportunamente desaparecidos&quot; (oportuno para quem?). 

Há, neste comentário, demasiadas insinuações e mal amanhadas, sem se explicitar onde se quer chegar, quem se ataca e em quê. Não faz o meu estilo nem me desperta qualquer interesse. Ponto.

PS - Esclarecimento ao Sr. M. Jorge Ricardo: Os meus pais não me puseram aspas no nome nem elas constam do meu BI.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não percebi nada deste último comentário além de uma forma estranha de trazer para aqui algo que parece estar relacionado com o casal Pedro Soares / Luísa Costa Dias, destacados militantes do PCP, com uma longa dedicação ao antifascismo e muito maltratados por longos anos na prisão (Pedro Soares foi um dos prisioneiros do Tarrafal). Nem compreendo que a morte deste casal, num trágico acidente de viação depois do 25 de Abril, leve a considerar Pedro Soares e Luisa Costa Dias como &#8220;oportunamente desaparecidos&#8221; (oportuno para quem?). </p>
<p>Há, neste comentário, demasiadas insinuações e mal amanhadas, sem se explicitar onde se quer chegar, quem se ataca e em quê. Não faz o meu estilo nem me desperta qualquer interesse. Ponto.</p>
<p>PS &#8211; Esclarecimento ao Sr. M. Jorge Ricardo: Os meus pais não me puseram aspas no nome nem elas constam do meu BI.</p>
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	<item>
		<title>Por: M.Jorge Ricardo</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1251</link>
		<dc:creator>M.Jorge Ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 00:22:52 +0000</pubDate>
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		<description>Embora com muito atraso,porque até ao momento não tinha ligado muito a este de espaço de escrita, nunca me dei conta de como se pode &quot;branquear&quot; o nosso passado recente. Vem esta introdução a propósito de algo que é escrito em 11 de Novembro de 2008 por um tal &quot;João Tunes&quot; sobre uma questão colocada pelo JPC na apresentação do livro Irene Pimentel.
Em resumo, se tanto se conhece e reconhece como genuina e &quot;pura&quot;  intervenção do PCP no contexto português do antes do 25 de Abril(e não vou falar, por enquanto, do actual Secretário Geral desse Partido)então perguntê-mo-nos porque durante algum tempo tive como &quot;presente&quot; no meu gabinete da firma Irmãos Costa DIas,SARL, o embaixador Mário Duarte, ilustre conselheiro de Américo Tomás, que não fosse tâo somente o de ser &quot;pombo correio&quot; do que a ex-mulher de uma personagem que nunca soube quem foi e da irmã da Sª,membros do Comitè Central do PCP, oportunamente desaparecidos num acidente de automóvel após o 25 de Abril.
Como não há muito espaço de escrita também não se pode especular muito mais, salvo tudo o que pude apreciar à época. Claro que estou a falar de antes de 25 de Abril de 1974. Com os meus cumprimentos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Embora com muito atraso,porque até ao momento não tinha ligado muito a este de espaço de escrita, nunca me dei conta de como se pode &#8220;branquear&#8221; o nosso passado recente. Vem esta introdução a propósito de algo que é escrito em 11 de Novembro de 2008 por um tal &#8220;João Tunes&#8221; sobre uma questão colocada pelo JPC na apresentação do livro Irene Pimentel.<br />
Em resumo, se tanto se conhece e reconhece como genuina e &#8220;pura&#8221;  intervenção do PCP no contexto português do antes do 25 de Abril(e não vou falar, por enquanto, do actual Secretário Geral desse Partido)então perguntê-mo-nos porque durante algum tempo tive como &#8220;presente&#8221; no meu gabinete da firma Irmãos Costa DIas,SARL, o embaixador Mário Duarte, ilustre conselheiro de Américo Tomás, que não fosse tâo somente o de ser &#8220;pombo correio&#8221; do que a ex-mulher de uma personagem que nunca soube quem foi e da irmã da Sª,membros do Comitè Central do PCP, oportunamente desaparecidos num acidente de automóvel após o 25 de Abril.<br />
Como não há muito espaço de escrita também não se pode especular muito mais, salvo tudo o que pude apreciar à época. Claro que estou a falar de antes de 25 de Abril de 1974. Com os meus cumprimentos!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jlconceiçãofranco</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-1222</link>
		<dc:creator>jlconceiçãofranco</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 22:48:54 +0000</pubDate>
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		<description>O “novo” livro de Irene Pimentel sobre o Inpector da PIDE de Fernando Gouveia suscita alguns reparos, importantes para quem viveu o Estado Novo/Fascismo e para quem teve a família perseguida, presa e exilada entre 1926 (isso mesmo) e 1974, ou seja atravessando todo o período saído do 28 de Maio de 1926:
1. Em primeiro lugar, é praticamente um trabalho repetitivo para quem leu o seu livro sobre a PIDE, editado um ano antes e segue a par e passo, sem espírito crítico e dúvida metodológica as Memórias de Fernando Gouveia, recorrendo aqui e ali a alguma ironia sobre as afirmações deste.
2. Mais uma vez, IP não recorre ao contraditório dos presos e perseguidos da PIDE, como faz José Pacheco Pereira, nem procura desmontar as suas opiniões. Temos aqui uma segunda versão das Memórias de Gouveia!
3. Na esmagadora maioria das páginas não traz nada de novo, não só por pegar nos ditos de Gouveia, como por muito do enredo já ter sido abordado exaustivamente por Pacheco Pereira, de forma mais abrangente e explícita.
4. Mas a maior desilusão deste livro é verificar que as personagens não têm alma, remetendo-se IP a um elencar exaustivo de nomes e mais nomes, sem qualquer enquadramento histórico ou contexto da luta política e social de cada momento. Este é preso, aquele é preso e este tornou a ser preso, sem se perceber o papel da cada um em cada momento, nem o que isso representou de sacrifício, luta, vitórias e desilusões na vivência individual e colectiva.
5. Obviamente que é uma opinião pessoal, mas penso que os “nossos” presos políticos,deportados, assassinados, torturados, perseguidos que lutaram por um país melhor mereceriam outro tratamento, outra “dignidade” na sua abordagem, mesmo aqueles que acabaram por falar sob tortura.
6. Neste livro, quem sai vencedor é afinal o carrasco Gouveia. Os outros,limitaram-se a ser perseguidos, presos e vencidos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O “novo” livro de Irene Pimentel sobre o Inpector da PIDE de Fernando Gouveia suscita alguns reparos, importantes para quem viveu o Estado Novo/Fascismo e para quem teve a família perseguida, presa e exilada entre 1926 (isso mesmo) e 1974, ou seja atravessando todo o período saído do 28 de Maio de 1926:<br />
1. Em primeiro lugar, é praticamente um trabalho repetitivo para quem leu o seu livro sobre a PIDE, editado um ano antes e segue a par e passo, sem espírito crítico e dúvida metodológica as Memórias de Fernando Gouveia, recorrendo aqui e ali a alguma ironia sobre as afirmações deste.<br />
2. Mais uma vez, IP não recorre ao contraditório dos presos e perseguidos da PIDE, como faz José Pacheco Pereira, nem procura desmontar as suas opiniões. Temos aqui uma segunda versão das Memórias de Gouveia!<br />
3. Na esmagadora maioria das páginas não traz nada de novo, não só por pegar nos ditos de Gouveia, como por muito do enredo já ter sido abordado exaustivamente por Pacheco Pereira, de forma mais abrangente e explícita.<br />
4. Mas a maior desilusão deste livro é verificar que as personagens não têm alma, remetendo-se IP a um elencar exaustivo de nomes e mais nomes, sem qualquer enquadramento histórico ou contexto da luta política e social de cada momento. Este é preso, aquele é preso e este tornou a ser preso, sem se perceber o papel da cada um em cada momento, nem o que isso representou de sacrifício, luta, vitórias e desilusões na vivência individual e colectiva.<br />
5. Obviamente que é uma opinião pessoal, mas penso que os “nossos” presos políticos,deportados, assassinados, torturados, perseguidos que lutaram por um país melhor mereceriam outro tratamento, outra “dignidade” na sua abordagem, mesmo aqueles que acabaram por falar sob tortura.<br />
6. Neste livro, quem sai vencedor é afinal o carrasco Gouveia. Os outros,limitaram-se a ser perseguidos, presos e vencidos!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Pires da Silva</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-738</link>
		<dc:creator>Pires da Silva</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 19:32:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://caminhosdamemoria.wordpress.com/?p=2805#comment-738</guid>
		<description>&quot;Biografia de um Inspector da Pide&quot;
É sempre respeitável a opção, sobre o tema ou os temas, que cada um pretenda dar a público.Não quero entrar por aqui...
Deixar uma questão destas &quot;na sombra&quot;, reconheçamos que seria um &quot;crime&quot;...Então em que ficamos!?... Apoiar o esforço da autora e de todos aqueles que trazem ao conhecimento dos mais jovens e também o de reavivar a memória daqueles que viveram esses tempos sempre com a angústia e o temor dos riscos assumidos, tantos, com sacrifícios pessoais muito elevados, prisões, castigos violentos, destruição familiar, etc,etc,etc.
Afinal!? e, para aqueles que cometeram todos esses crimes, seus mandantes e responsavéis pessoais e políticos, nada!
...os tenebrosos tribunais plenários!!!
Falando dos que sofreram na pele e em tantos projectos frustrados, mas também em tantos outros que por sorte, engenho, se conseguiram furtar à prisão e cá &quot;dentro&quot;, ou lá &quot;fora&quot;, fugindo nas veredas, conseguiram dar os seus contributos para hoje termos, isso sim, uma DEMOCRACIA, ainda que com jogos de tolerâncias a ultrajar aqueles que se arrastaram para a podermos viver nos dias de hoje.
Esta &quot;porta&quot; do NAM, escancarada, permite que cada um à sua maneira, possa expressar e transmitir duma forma fácil, o que conheceu e viveu no passado, dando à estampa essas vivências e transmitir aos mais jovens com dignidade a imagem do vivido, procurando que no presente e no futuro se não volte a tempos tão tristes.
Que se dê às questões éticas e sua defesa, o relêvo que a verdadeira democracia sempre exige.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Biografia de um Inspector da Pide&#8221;<br />
É sempre respeitável a opção, sobre o tema ou os temas, que cada um pretenda dar a público.Não quero entrar por aqui&#8230;<br />
Deixar uma questão destas &#8220;na sombra&#8221;, reconheçamos que seria um &#8220;crime&#8221;&#8230;Então em que ficamos!?&#8230; Apoiar o esforço da autora e de todos aqueles que trazem ao conhecimento dos mais jovens e também o de reavivar a memória daqueles que viveram esses tempos sempre com a angústia e o temor dos riscos assumidos, tantos, com sacrifícios pessoais muito elevados, prisões, castigos violentos, destruição familiar, etc,etc,etc.<br />
Afinal!? e, para aqueles que cometeram todos esses crimes, seus mandantes e responsavéis pessoais e políticos, nada!<br />
&#8230;os tenebrosos tribunais plenários!!!<br />
Falando dos que sofreram na pele e em tantos projectos frustrados, mas também em tantos outros que por sorte, engenho, se conseguiram furtar à prisão e cá &#8220;dentro&#8221;, ou lá &#8220;fora&#8221;, fugindo nas veredas, conseguiram dar os seus contributos para hoje termos, isso sim, uma DEMOCRACIA, ainda que com jogos de tolerâncias a ultrajar aqueles que se arrastaram para a podermos viver nos dias de hoje.<br />
Esta &#8220;porta&#8221; do NAM, escancarada, permite que cada um à sua maneira, possa expressar e transmitir duma forma fácil, o que conheceu e viveu no passado, dando à estampa essas vivências e transmitir aos mais jovens com dignidade a imagem do vivido, procurando que no presente e no futuro se não volte a tempos tão tristes.<br />
Que se dê às questões éticas e sua defesa, o relêvo que a verdadeira democracia sempre exige.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Tunes</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-724</link>
		<dc:creator>João Tunes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 16:20:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://caminhosdamemoria.wordpress.com/?p=2805#comment-724</guid>
		<description>Obviamente que estou de acordo consigo, cara Joana. E Vc disse no sério o que eu quiz dizer recorrendo ao meu habitual domínio incompetente da suma arte, que não é para todos, da ironia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obviamente que estou de acordo consigo, cara Joana. E Vc disse no sério o que eu quiz dizer recorrendo ao meu habitual domínio incompetente da suma arte, que não é para todos, da ironia.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Joana Lopes</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-723</link>
		<dc:creator>Joana Lopes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 15:17:32 +0000</pubDate>
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		<description>João,
Quanto ao último parágrafo do seu comentário, eu sei que é puramente irónico, mas não consigo passar à frente sem me meter na conversa.

Não sei se é a Irene Pimentel que deve pegar no tema (seria, para ela, apenas mais um...), mas esta questão do «julgamento» partidário de quem falou ou não na PIDE, feito pelo PC mas não só, é algo que nunca «digeri». (Aliás, nós trocámos uns mails sobre este assunto há cerca de um ano e meio.)

Não me conformo com o facto de estes «silenciados» só terem como alternativa de resgate o horizonte da sua própria morte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João,<br />
Quanto ao último parágrafo do seu comentário, eu sei que é puramente irónico, mas não consigo passar à frente sem me meter na conversa.</p>
<p>Não sei se é a Irene Pimentel que deve pegar no tema (seria, para ela, apenas mais um&#8230;), mas esta questão do «julgamento» partidário de quem falou ou não na PIDE, feito pelo PC mas não só, é algo que nunca «digeri». (Aliás, nós trocámos uns mails sobre este assunto há cerca de um ano e meio.)</p>
<p>Não me conformo com o facto de estes «silenciados» só terem como alternativa de resgate o horizonte da sua própria morte.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Tunes</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/11/11/%c2%abbiografia-de-um-inspector-da-pide%c2%bb-de-irene-flunser-pimentel/#comment-722</link>
		<dc:creator>João Tunes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 14:38:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://caminhosdamemoria.wordpress.com/?p=2805#comment-722</guid>
		<description>Irene Pimentel é péssima a escolher os detergentes que usa para branquear o fascismo (perdão, a ditadura), especialidade que é sua, como diria um émulo do Procurador Vichinski, mas em cuja arte é uma incompetente contumaz, numa demonstração de vocação perdida. Não limpa nada a Irene, as nódoas ficam todas e ainda mais realçadas. Até a do Gouveia, um dos alter egos de Salazar e Caetano. Como este seu livro o demonstra.

Noutro registo, sugiro a Irene Pimentel que não atenda ao conselho de JPC de se meter nesses assados de &quot;tratar do problema, extremamente melindroso, do relacionamento do PCP com os militantes, quadros e dirigentes que não suportaram a tortura e que falaram na prisão&quot;. Disso não reza, não pode rezar, a história autorizada, interdita a violadores do silêncio dos tabus. Pois que, mesmo sem &quot;pacto de silêncio&quot; à espanhola, Iejov vive e não dorme entre nós.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Irene Pimentel é péssima a escolher os detergentes que usa para branquear o fascismo (perdão, a ditadura), especialidade que é sua, como diria um émulo do Procurador Vichinski, mas em cuja arte é uma incompetente contumaz, numa demonstração de vocação perdida. Não limpa nada a Irene, as nódoas ficam todas e ainda mais realçadas. Até a do Gouveia, um dos alter egos de Salazar e Caetano. Como este seu livro o demonstra.</p>
<p>Noutro registo, sugiro a Irene Pimentel que não atenda ao conselho de JPC de se meter nesses assados de &#8220;tratar do problema, extremamente melindroso, do relacionamento do PCP com os militantes, quadros e dirigentes que não suportaram a tortura e que falaram na prisão&#8221;. Disso não reza, não pode rezar, a história autorizada, interdita a violadores do silêncio dos tabus. Pois que, mesmo sem &#8220;pacto de silêncio&#8221; à espanhola, Iejov vive e não dorme entre nós.</p>
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