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	<title>Comentários em: De Prisão a Pousada? Reunião na Câmara Municipal de Peniche</title>
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	<description>leituras contemporâneas da história e da memória</description>
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		<title>Por: mar aravel</title>
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		<dc:creator>mar aravel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 22:13:40 +0000</pubDate>
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		<description>A opinião pública

não deve ser indiferente

Farei apontamento

no meu mar</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A opinião pública</p>
<p>não deve ser indiferente</p>
<p>Farei apontamento</p>
<p>no meu mar</p>
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		<title>Por: Lúcia Ezaguy</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/08/de-prisao-a-pousada-reuniao-na-camara-municipal-de-peniche/#comment-548</link>
		<dc:creator>Lúcia Ezaguy</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 15:01:09 +0000</pubDate>
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		<description>Suponho que deva haver espaços/monumentos em Peniche onde fazer belas e luxuosas pousadas. O Forte de Peniche, pela sua simbologia, deveria ser utilizado para finalidades outras,compatíveis com o respeito que nos exige o sofrimento de tantos que por lá passaram, uma vez que se reconhece que a dimensão do Forte não justificaria a sua utilização exclusiva para fins museológicos.  
Mais uma vez sublinho a importância de que venha a ser aprovada uma legislação capaz de acautelar o uso de património público (e mesmo de património privado) onde se inscrevem as memórias, pelas quais tanto lutamos, para qualquer negócio. A sede da ex-PIDE, em Lisboa, é um exemplo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Suponho que deva haver espaços/monumentos em Peniche onde fazer belas e luxuosas pousadas. O Forte de Peniche, pela sua simbologia, deveria ser utilizado para finalidades outras,compatíveis com o respeito que nos exige o sofrimento de tantos que por lá passaram, uma vez que se reconhece que a dimensão do Forte não justificaria a sua utilização exclusiva para fins museológicos.<br />
Mais uma vez sublinho a importância de que venha a ser aprovada uma legislação capaz de acautelar o uso de património público (e mesmo de património privado) onde se inscrevem as memórias, pelas quais tanto lutamos, para qualquer negócio. A sede da ex-PIDE, em Lisboa, é um exemplo.</p>
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	<item>
		<title>Por: cláudia santos silva</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/08/de-prisao-a-pousada-reuniao-na-camara-municipal-de-peniche/#comment-547</link>
		<dc:creator>cláudia santos silva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 12:09:26 +0000</pubDate>
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		<description>um processo tipicamente português:
local e a Memória a preservar. 
&quot;cria-se&quot; e &quot;implementa-se&quot; um espaço &quot;museológico&quot; que, entretanto, se descura e se abandona. 
faltará dinheiro, toca de arranjar financiamento. 
quais são as estratégias com promotores garantidos? 
as ligadas à indústria da construção. 
ah, mas um condomínio privado é chato, e se fosse uma pousada? 
boa, boa, o turismo é o que está a dar... 
olha, contrata-se um arquitecto mundialmente famoso, um quarto dos recalcitrantes calam-se logo e ainda podemos fazer uns anexos, aumentar a área de construção sem problemas com o Património. 
bom, outro quarto de recalcitrantes calar-se-á se deixarmos uma lembrançazinha qualquer, se fizermos uns folhetos, uns postais, até uma publicaçãozinha. não podem dizer que procuramos o esquecimento... 
e se falássemos com as autoridades locais?de que partido são?
comunidade local, vê lá o que dizes. 
nah, o melhor, é não dizer nada a ninguém, qual envolvimento da comunidade local, qual carapuça!
e quando a outra metade de recalcitrantes começarem a dar conta do que se passa?
olha, chamamos-lhes &#039;velhos do Restelo&#039;, deixamos o processo arrastar-se, aquilo começa a cair, apela-se aos defensores do progresso local e nacional, divulga-se um número com os empregos a criar durante a obra e na futura exploração, arranja-se uma fatiazita de fundos comunitários, promovem-se uns eventos, umas festas com a Lux e a Caras...
olha, até se podia fazer uns seminários! bora lá convidar os recalcitrantes!
boa, com isso, mais um quarto ficará do lado desta ideia. e os outros?
talvez morram, entretanto. afinal, já se passou tanto tempo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>um processo tipicamente português:<br />
local e a Memória a preservar.<br />
&#8220;cria-se&#8221; e &#8220;implementa-se&#8221; um espaço &#8220;museológico&#8221; que, entretanto, se descura e se abandona.<br />
faltará dinheiro, toca de arranjar financiamento.<br />
quais são as estratégias com promotores garantidos?<br />
as ligadas à indústria da construção.<br />
ah, mas um condomínio privado é chato, e se fosse uma pousada?<br />
boa, boa, o turismo é o que está a dar&#8230;<br />
olha, contrata-se um arquitecto mundialmente famoso, um quarto dos recalcitrantes calam-se logo e ainda podemos fazer uns anexos, aumentar a área de construção sem problemas com o Património.<br />
bom, outro quarto de recalcitrantes calar-se-á se deixarmos uma lembrançazinha qualquer, se fizermos uns folhetos, uns postais, até uma publicaçãozinha. não podem dizer que procuramos o esquecimento&#8230;<br />
e se falássemos com as autoridades locais?de que partido são?<br />
comunidade local, vê lá o que dizes.<br />
nah, o melhor, é não dizer nada a ninguém, qual envolvimento da comunidade local, qual carapuça!<br />
e quando a outra metade de recalcitrantes começarem a dar conta do que se passa?<br />
olha, chamamos-lhes &#8216;velhos do Restelo&#8217;, deixamos o processo arrastar-se, aquilo começa a cair, apela-se aos defensores do progresso local e nacional, divulga-se um número com os empregos a criar durante a obra e na futura exploração, arranja-se uma fatiazita de fundos comunitários, promovem-se uns eventos, umas festas com a Lux e a Caras&#8230;<br />
olha, até se podia fazer uns seminários! bora lá convidar os recalcitrantes!<br />
boa, com isso, mais um quarto ficará do lado desta ideia. e os outros?<br />
talvez morram, entretanto. afinal, já se passou tanto tempo&#8230;</p>
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		<title>Por: Diana Andringa</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/08/de-prisao-a-pousada-reuniao-na-camara-municipal-de-peniche/#comment-546</link>
		<dc:creator>Diana Andringa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 11:54:11 +0000</pubDate>
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		<description>Mais importante que saber se devia ter saído primeiro uma posição do NAM ou se a Joana - que teve o cuidado de separar o resumo da reunião da sua opinião pessoal - era livre de expressar a essa opinião é saber se se vai ainda a tempo de conseguir que a fortaleza seja transformada em algo mais próximo das razões de luta dos  que em Peniche estiveram presos.  Uma escola? uma biblioteca? um centro de documentação? um centro de conferências? ateliers para jovens artistas? uma casa de apoio a vítimas de violência? Por que doentia razão é que, para locais de repressão, se pensa prioritariamente em condomínios de luxo, hotéis de charme e pousadas?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais importante que saber se devia ter saído primeiro uma posição do NAM ou se a Joana &#8211; que teve o cuidado de separar o resumo da reunião da sua opinião pessoal &#8211; era livre de expressar a essa opinião é saber se se vai ainda a tempo de conseguir que a fortaleza seja transformada em algo mais próximo das razões de luta dos  que em Peniche estiveram presos.  Uma escola? uma biblioteca? um centro de documentação? um centro de conferências? ateliers para jovens artistas? uma casa de apoio a vítimas de violência? Por que doentia razão é que, para locais de repressão, se pensa prioritariamente em condomínios de luxo, hotéis de charme e pousadas?</p>
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	<item>
		<title>Por: Joana Lopes</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/08/de-prisao-a-pousada-reuniao-na-camara-municipal-de-peniche/#comment-545</link>
		<dc:creator>Joana Lopes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 11:46:58 +0000</pubDate>
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		<description>Tens razão, Fernando, há que criar mecanismos de vigilância, não só de movimentos como o NAM!, mas dos cidadãos em geral.
O que se passa é que a duração destes processos é tão grande, como sublinhas, que se sobrepõe à das próprias instituições: o NAM! tem três anos, este «projecto» (ou a ausência dele) é bem mais antigo e, para muitos de nós, surgiu agora «do nada».</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tens razão, Fernando, há que criar mecanismos de vigilância, não só de movimentos como o NAM!, mas dos cidadãos em geral.<br />
O que se passa é que a duração destes processos é tão grande, como sublinhas, que se sobrepõe à das próprias instituições: o NAM! tem três anos, este «projecto» (ou a ausência dele) é bem mais antigo e, para muitos de nós, surgiu agora «do nada».</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/08/de-prisao-a-pousada-reuniao-na-camara-municipal-de-peniche/#comment-544</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 11:20:24 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que finalmente este importante assunto está a seguir os trâmites correctos.

Agora começa a perceber-se do que se está a falar e pode-se actuar de acordo com a situação real e não com base em erupções emocionais sem fundamentação.

Pela descrição parece ser uma daquelas situações, infelizmente tão comuns em Portugal, em que os assuntos se arrastam durante anos, imersos em indefinições, para depois emergirem subitamente quando menos se espera como factos consumados.

Agora penso que a NAM deveria criar os mecanismos de vigilância que impedissem que viessemos a ser surpreendidos, no futuro, com algum tipo de situação irreversível.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que finalmente este importante assunto está a seguir os trâmites correctos.</p>
<p>Agora começa a perceber-se do que se está a falar e pode-se actuar de acordo com a situação real e não com base em erupções emocionais sem fundamentação.</p>
<p>Pela descrição parece ser uma daquelas situações, infelizmente tão comuns em Portugal, em que os assuntos se arrastam durante anos, imersos em indefinições, para depois emergirem subitamente quando menos se espera como factos consumados.</p>
<p>Agora penso que a NAM deveria criar os mecanismos de vigilância que impedissem que viessemos a ser surpreendidos, no futuro, com algum tipo de situação irreversível.</p>
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	<item>
		<title>Por: Joana Lopes</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/08/de-prisao-a-pousada-reuniao-na-camara-municipal-de-peniche/#comment-543</link>
		<dc:creator>Joana Lopes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 10:02:19 +0000</pubDate>
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		<description>Dr. João Serra,
Tanto nós como o Presidente da Câmara já fizemos declarações a meios de comunicação social – as primeiras a uma rádio que nos esperava, dentro das instalações da Câmara, à porta da sala em que decorria a reunião. Mais do que um direito, era meu dever dar o mesmo tipo de informação no espaço deste blogue, do qual sou uma das principais responsáveis e onde a polémica nasceu. É um meio de comunicação como outro qualquer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dr. João Serra,<br />
Tanto nós como o Presidente da Câmara já fizemos declarações a meios de comunicação social – as primeiras a uma rádio que nos esperava, dentro das instalações da Câmara, à porta da sala em que decorria a reunião. Mais do que um direito, era meu dever dar o mesmo tipo de informação no espaço deste blogue, do qual sou uma das principais responsáveis e onde a polémica nasceu. É um meio de comunicação como outro qualquer.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Serra</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/08/de-prisao-a-pousada-reuniao-na-camara-municipal-de-peniche/#comment-542</link>
		<dc:creator>João Serra</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 09:27:26 +0000</pubDate>
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		<description>Se o movimento cívico Não Apaguem a Memória&quot; pediu uma reunião à Câmara e esta de imediato a realizou, de boa fé, como se compreende que antes da posição do movimento seja pública a posição de um dos seus membros? A Dr.ª Joana Lopes esteve na reunião como membro do movimento ou a título individual?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se o movimento cívico Não Apaguem a Memória&#8221; pediu uma reunião à Câmara e esta de imediato a realizou, de boa fé, como se compreende que antes da posição do movimento seja pública a posição de um dos seus membros? A Dr.ª Joana Lopes esteve na reunião como membro do movimento ou a título individual?</p>
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