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	<title>Comentários em: Muxima &#8211; 1</title>
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	<description>leituras contemporâneas da história e da memória</description>
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		<title>Por: Sílvio Teixeira</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/03/muxima-1/#comment-1422</link>
		<dc:creator>Sílvio Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 13:14:54 +0000</pubDate>
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		<description>JOAQUIM DE SOUSA TEIXEIRA
Nasceu em 1916 - Faleceu em 2 de Abril de 2009
HOMENAGEM PÓSTUMA DE TEU IRMÃO SÍLVIO JOAQUIM FRANCISCO FERREIRA TEIXEIRA

já muitos anos tu viveste,
o viver de sacrificado,
a juventude tu perdeste,
quando idealizado:
uma divisa mantiveste,
irradiando tua crença,
mas, saudade é presença,

de, pelos outros sofreres,
e a bandeira tu ergueres!

Só na Liberdade pensaste,
o pensamento bem liberto,
um estigma tu deixaste,
sobre um ideal bem certo,
a viver a humanidade.

Tua vida, foi esperança,
e esta é também sentida,
isto é, pela Liberdade,
xaminada, mas conseguida,
e, que as futuras gerações,
imanizem a lealdade,
reacendendo os corações,
a viver em fraternidade.

Sílvio Teixeira
VILA REAL - PORTUGAL</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>JOAQUIM DE SOUSA TEIXEIRA<br />
Nasceu em 1916 &#8211; Faleceu em 2 de Abril de 2009<br />
HOMENAGEM PÓSTUMA DE TEU IRMÃO SÍLVIO JOAQUIM FRANCISCO FERREIRA TEIXEIRA</p>
<p>já muitos anos tu viveste,<br />
o viver de sacrificado,<br />
a juventude tu perdeste,<br />
quando idealizado:<br />
uma divisa mantiveste,<br />
irradiando tua crença,<br />
mas, saudade é presença,</p>
<p>de, pelos outros sofreres,<br />
e a bandeira tu ergueres!</p>
<p>Só na Liberdade pensaste,<br />
o pensamento bem liberto,<br />
um estigma tu deixaste,<br />
sobre um ideal bem certo,<br />
a viver a humanidade.</p>
<p>Tua vida, foi esperança,<br />
e esta é também sentida,<br />
isto é, pela Liberdade,<br />
xaminada, mas conseguida,<br />
e, que as futuras gerações,<br />
imanizem a lealdade,<br />
reacendendo os corações,<br />
a viver em fraternidade.</p>
<p>Sílvio Teixeira<br />
VILA REAL &#8211; PORTUGAL</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Osvaldo Castro</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/03/muxima-1/#comment-588</link>
		<dc:creator>Osvaldo Castro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 23:39:30 +0000</pubDate>
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		<description>Meu Caro,como sabes, leio num ápice tudo o que publicas das estórias que conheces e nas muitas em que participaste...
Não podes parar,Raimundo!Dar testemunho da coragem e da luta contra o fascismo é cada vez mais importante para as gerações que nasceram após o 25 de Abril... 
Aliás, este &quot;Caminhos da Memória&quot; é um excelente exemplo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu Caro,como sabes, leio num ápice tudo o que publicas das estórias que conheces e nas muitas em que participaste&#8230;<br />
Não podes parar,Raimundo!Dar testemunho da coragem e da luta contra o fascismo é cada vez mais importante para as gerações que nasceram após o 25 de Abril&#8230;<br />
Aliás, este &#8220;Caminhos da Memória&#8221; é um excelente exemplo.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: nelson anjos</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/03/muxima-1/#comment-530</link>
		<dc:creator>nelson anjos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 05:29:49 +0000</pubDate>
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		<description>Aprendei, aprendei, jovens. Que esta geração não dura sempre. E, ou eu me engano muito ou, pelo rumo que as coisas levam, mais tarde ou mais cedo, este saber de experiência feito poderá ser-vos de grande utilidade.

Que respeito vos poderá merecer uma ordem social que começa por vos excluir do direito mais primário de qualquer ser humano: - trabalhar, para satisfazer as suas necessidades ?

nelson anjos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aprendei, aprendei, jovens. Que esta geração não dura sempre. E, ou eu me engano muito ou, pelo rumo que as coisas levam, mais tarde ou mais cedo, este saber de experiência feito poderá ser-vos de grande utilidade.</p>
<p>Que respeito vos poderá merecer uma ordem social que começa por vos excluir do direito mais primário de qualquer ser humano: &#8211; trabalhar, para satisfazer as suas necessidades ?</p>
<p>nelson anjos</p>
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	<item>
		<title>Por: RN</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/03/muxima-1/#comment-526</link>
		<dc:creator>RN</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 21:29:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://caminhosdamemoria.wordpress.com/?p=986#comment-526</guid>
		<description>Carlos Ferreira e Jorge Conceição  obrigado pelas palavras simpáticas. Ao Jorge Conceição sobre como comprar o livroda ARA. A D. Quixote com a edição quase esgotada deixou de comercializar o livro. Agora encontra-se num circuito de restos de colecção da empresa Sistema J telef.:214387410 que tem standes de vendas no Metro (agora na estação Roma, creio) 
Agradeço-lhe o relato da reacção à acção de Tancos. Talvez conheça então o que sucedeu a um sargento de infantaria do QP Óscar Soares que frequentou também nessa altura esse mesmo curso na Escola Prática de Engenharia e que foi preso, torturado e expulso das FFAA por a pide o julgar relacionado com a sabotagem de Tancos. Porquê? Porque o sargento (que pertencia ao BC5 de Lisboa) acabara de frequentar o curso de minas e armadilhas na EPE e morava em Espinho próximo da residência de Ângelo de Sousa (cabo miliciano do curso de helicópteros da BA3 e um dos autores da sabotagem)que ele aliás não conhecia e nem sequer tinha qualquer actividade política. 
A Pide depois dos interrogatórios e torturas concluiu que ele era alheio ao caso mas mesmo assim para não reconhecer o erro mandou ( mandou é termo) o Exército expulsá-lo (Ordem do Exército nº14 de 20-05-71). Só 3 meses depois o Exército o readmitiu (ordem do Exáercito de 30 de Julho de 1971. Mas perdeu antiguidade e um ordenado, foi transferido de unidade e teve a carreira dificultada. A Pide apreendera-lhe o seu carro e não lho devolveu. Só soube disto muitos anos depois. O livro da ARA conta tudo isto com mais pormenor.
Um abraço
Raimundo Narciso</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Ferreira e Jorge Conceição  obrigado pelas palavras simpáticas. Ao Jorge Conceição sobre como comprar o livroda ARA. A D. Quixote com a edição quase esgotada deixou de comercializar o livro. Agora encontra-se num circuito de restos de colecção da empresa Sistema J telef.:214387410 que tem standes de vendas no Metro (agora na estação Roma, creio)<br />
Agradeço-lhe o relato da reacção à acção de Tancos. Talvez conheça então o que sucedeu a um sargento de infantaria do QP Óscar Soares que frequentou também nessa altura esse mesmo curso na Escola Prática de Engenharia e que foi preso, torturado e expulso das FFAA por a pide o julgar relacionado com a sabotagem de Tancos. Porquê? Porque o sargento (que pertencia ao BC5 de Lisboa) acabara de frequentar o curso de minas e armadilhas na EPE e morava em Espinho próximo da residência de Ângelo de Sousa (cabo miliciano do curso de helicópteros da BA3 e um dos autores da sabotagem)que ele aliás não conhecia e nem sequer tinha qualquer actividade política.<br />
A Pide depois dos interrogatórios e torturas concluiu que ele era alheio ao caso mas mesmo assim para não reconhecer o erro mandou ( mandou é termo) o Exército expulsá-lo (Ordem do Exército nº14 de 20-05-71). Só 3 meses depois o Exército o readmitiu (ordem do Exáercito de 30 de Julho de 1971. Mas perdeu antiguidade e um ordenado, foi transferido de unidade e teve a carreira dificultada. A Pide apreendera-lhe o seu carro e não lho devolveu. Só soube disto muitos anos depois. O livro da ARA conta tudo isto com mais pormenor.<br />
Um abraço<br />
Raimundo Narciso</p>
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	<item>
		<title>Por: Jorge Conceição</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/03/muxima-1/#comment-523</link>
		<dc:creator>Jorge Conceição</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 13:50:40 +0000</pubDate>
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		<description>Seguindo extemporaneamente a sua sugestão na sua página ARA, enviei-lhe uma pequena mensagem que me veio devolvida. Repito aqui a curiosidade que queria assinalar: &quot;Só queria fazer uma pequena referência à acção levada a efeito na Base de Tancos em Março de 1971: eu, na altura cumprindo o serviço militar, era aspirante a oficial miliciano de Infantaria e frequentava o Curso de Minas e Armadilhas na Escola Prática de Engenharia, em Tancos. A acção ocorreu, salvo erro, num domingo de madrugada, antes de regressarmos do fim-de-semana. Porém, logo na terça-feira seguinte o 2º Comandante da Escola Prática veio-nos dar uma aula teórico-prática de todo o sistema utilizado na acção. Falou sempre com o entusiasmo dum profissional do ramo, elogiando toda a técnica utilizada, nada artesanal, indo ao pormenor de salientar a qualidade das soldaduras dos condutores aos relógios, passando pelo rápido sistema de montagem das malhas de cabos eléctricos, a confecção dos &quot;funis&quot; de carga dirigida de cartolina, o material inflamável adicionado ao trotil, etc.. No final da aula rematou mais ou menos assim: é que a Escola Prática de Engenharia não é a única boa escola de Minas e Armadilhas frequentada por portugueses; existem escolas idênticas de grande qualidade em Argel e em (...) (aqui não me recordo em que localidade) onde outros portugueses adquirem formação nesta área&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo extemporaneamente a sua sugestão na sua página ARA, enviei-lhe uma pequena mensagem que me veio devolvida. Repito aqui a curiosidade que queria assinalar: &#8220;Só queria fazer uma pequena referência à acção levada a efeito na Base de Tancos em Março de 1971: eu, na altura cumprindo o serviço militar, era aspirante a oficial miliciano de Infantaria e frequentava o Curso de Minas e Armadilhas na Escola Prática de Engenharia, em Tancos. A acção ocorreu, salvo erro, num domingo de madrugada, antes de regressarmos do fim-de-semana. Porém, logo na terça-feira seguinte o 2º Comandante da Escola Prática veio-nos dar uma aula teórico-prática de todo o sistema utilizado na acção. Falou sempre com o entusiasmo dum profissional do ramo, elogiando toda a técnica utilizada, nada artesanal, indo ao pormenor de salientar a qualidade das soldaduras dos condutores aos relógios, passando pelo rápido sistema de montagem das malhas de cabos eléctricos, a confecção dos &#8220;funis&#8221; de carga dirigida de cartolina, o material inflamável adicionado ao trotil, etc.. No final da aula rematou mais ou menos assim: é que a Escola Prática de Engenharia não é a única boa escola de Minas e Armadilhas frequentada por portugueses; existem escolas idênticas de grande qualidade em Argel e em (&#8230;) (aqui não me recordo em que localidade) onde outros portugueses adquirem formação nesta área&#8221;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Jorge Conceição</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/03/muxima-1/#comment-521</link>
		<dc:creator>Jorge Conceição</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 12:53:22 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei de ler esta crónica, não apenas por avivar a nossa memória sobre acções da resistência a que muitos de nós assistiu com agrado, por serem degraus no sentido do derrube do regime anterior, mas ainda por estes dois motivos: saber da existência do livro que escreveu e que eu desconhecia (quero lê-lo) e por falar das actividades da ARA e das BR em paralelo, sem antagonismos, não recriando anteriores rivalidades (que em tempos eram manifestas em alguns sectores de esquerda).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei de ler esta crónica, não apenas por avivar a nossa memória sobre acções da resistência a que muitos de nós assistiu com agrado, por serem degraus no sentido do derrube do regime anterior, mas ainda por estes dois motivos: saber da existência do livro que escreveu e que eu desconhecia (quero lê-lo) e por falar das actividades da ARA e das BR em paralelo, sem antagonismos, não recriando anteriores rivalidades (que em tempos eram manifestas em alguns sectores de esquerda).</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Carlos Ferreira</title>
		<link>http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10/03/muxima-1/#comment-517</link>
		<dc:creator>Carlos Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 01:01:56 +0000</pubDate>
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		<description>Testemunho impressionante, na 1º pessoa, de quem por nós lutou. Só me resta deixar um &quot;muito obrigado&quot; por mim e por os meus filhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Testemunho impressionante, na 1º pessoa, de quem por nós lutou. Só me resta deixar um &#8220;muito obrigado&#8221; por mim e por os meus filhos.</p>
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